terça-feira, 25 de maio de 2010

O GAGO, O SURDO, O MUDO E O CEGO

O gago, tropeça na fala. O surdo não ouve mas fala. O mudo não fala mas ouve. O cego não vê mas ouve e fala. Os quatros por incrível irônia, não se conhecem e marca encontra em locais separado com a mulher. E ela resolve por dinheiro ter relações sexuais com os quatros homens simultâneamente. Veja o que aconteceu:
Ela levou os quatros para um pequeno motel. Eles ficaram perfilados, juntos, em silêncio. Só não sabem o que vai acontecer. Ela tirou a roupa de cada um no embalo do som musical, também foi despindo o corpo. Em pé, os quatros tiveram essa reação; O gago, perdeu o fôlego, o surdo falou o que não foi pouco, o mudo risonho e o cego muito sério. Nus ficaram prontos na maneira que ela quis. Em cada um, ela pegava no pinto e acordava em ereção. Aí então, começou a brincadeira: O mudo correu pra cima da mulher. O surdo também, o gago disse: as...sim... não...d...á. E o cego diz: espere por mim... Na ânsia todos juntos. O cego segura o pinto do surdo e caí de boca na lambada buceta da mulher deitada na cama. O mudo com o pinto enfiado no cú do cego e a língua da puta lambe o saco do mudo que por sua vez, chupa o pinto do gago, feliz diz: as...sim. Um quadro pra ninguém botar defeito, uma visão super surubanal, inesquecível.

Fica na lembrança do leitor ou esquece.

Ria e chore de prazer ou xinque o autor.

Álvaro B. Marques
Nota do autor: Tenho respeito com os deficientes e admiro a sua força de vontade para ter uma vida normal, mas essa história faz rir.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O PAPAGAIO MALANDRO - Conto Popular


Era uma vez, um papagaio que vivia na gaiola, pendurado no prego, na parede da cozinha da casa de Dª. Mariquinha. Cantava e falava muito de doer os ouvidos, tudo que ele ouvia falava e às vezes falava o que não ouvia.
Certa noite, ele resolveu não dormir naquele local e voou no escuro, sem saber por aonde ir deu de encontro à porta do quarto, ele caiu, regalou os olhos e viu uma cena não acostumada e gritou: “ porra, dona Mariquinha está nua!... de quatro!... tomando no rego e chupando um pau... acorda dona Mariquinha, acorda... E assustada, dona Mariquinha jogou uma toalhinha em cima do “louro” e disse: “Papagaio filho da puta, foge da gaiola e corta minha foda... filho da puta!!!.
Em outra ocasião, tornou a fugir ( vivia solto, sem corrente ) pós estava havendo brigas e discursos vindo da sala. Ele tremendo de medo, disse: Vou fugir me esconder... Voou, entrou no banheiro e ficou escondidinho, de repente, sentou-se alguém e ele disse: “Porra...! Um tiro, uma navalhada e um desmaio...!
Nada disso: Era dona Mariquinha sentada no vaso sanitário, logo que ouviu à voz do famigerado “ louro” levantou-se e disse: Sai daí, seu louro desgraçado, xó, xó...
O papagaio é a única ave que tem as cordas vogais idênticas do homem. Por isso, ele desperta a curiosidade e o carinho especial que nos damos. Conhecido mundialmente por suas belas cores verde, azul, branco e amarelo. Com seu jeito de falar imitando a voz humana é a sua característica principal, genuína.
No Brasil inteiro são conhecidas várias histórias de papagaio até no exterior. Construíram lendas em torno dessa ave singular. Alguns autores atribuem casos verídicos e outros fictícios, isso não importa pós fizeram dele uma personagem sem igual na arte dramática, na literatura, no cinema e no samba brasileiro. É o único que representa as cores da nossa Bandeira. No Amazonas e no Nordeste são duas regiões que ainda existe essa fauna, só depende do homem saber conservar a espécie.
Álvaro
09.10.2007

TAMANHO NÃO É DOCUMENTO


É o que diz o ditado popular, e o significado verdadeiro nem sempre é revelado na língua do povo. Mas, tudo que o povo diz tem um fundo de verdade. Era o que acontecia com o nome “Spinelli” ao ser pronunciado em rodinhas de amigos, associava-se ao alfaiate da rua Chile que além da fama de um bom profissional, tinha também um dom quase que exclusivo com as mulheres.

“Spinelli” tinha 1,20cmts. de altura em um corpo roliço e pernas arqueadas, rosto redondo cheio, cabelos pretos encaracolados. Muito risonho e conversador, vestia-se com bom gosto, sempre de terno e gravata, usava perfumes franceses. Seu atellier era bastante concorrido por homens de boas situações financeiras. Curioso era que ele tinha várias escadas pequenas, médias e uma grande para subir e medir as roupas dos seus clientes. Ele não gostava de zombaria, virava uma fera quando alguém criticava-o e jamais para àquela pessoa ele costurava. Não tinha família era órgão. Quem melhor pôde descrevê-lo é a viúva Clotilde, senhora de hábitos metódicos, muito clementes a Deus e tinha a suave profissão de modista, colega de tesoura do afamado “Spinelli”. Aliás, quem cresceu a fama de “Spinelli” foi a Clotilde em conversas com a sua clientela. Dizia a tagarela: “ Ah! minha amiga, todos os homens são iguais. Porém, eu conheço um que é maravilhoso, embora não seja bonito e nem ao menos ter a estatura normal de um homem, levo em consideração a sua performance no trato e no ato sexual.” Com essas palavras as mulheres presente assanharam-se em curiosidade, faziam perguntas e terminava a Clotilde dizendo o nome do venturoso “Spinelli”. Com isso, à Clotilde sem saber enchia à tulha do “Spinelli”, para o espanto dos homens seus clientes. É atribuído a ele centenas de casos, cada um mais hilariante. Vejamos o relato abaixo da Clotilde “Ao abraçar àquele corpo miúdo, a princípio, lembrava do meu filho caçula em instante. Depois sentia o peso do amante e o seu ferrão nada pequeno, era desproporcional ao tamanho do corpo. Na primeira vez estranhei, pensei que era uma prótese, peguei e senti o calor, tomei um susto, era mais ou menos de 24cmts. de comprimento por 2” de circunferência, um verdadeiro jeguinho. Perguntei a ele: Onde você guarda tudo isso? Ele disse: “ amarro na perna ou faço uma trouxa”. Para mim o mais importante é o prazer que àquela “coisa” e o homem desperta no meu corpo. Ele sabe explorar e estremecer os meus vastos sentidos eróticos. Nenhum homem tinha penetrado com tanto carinho e ao mesmo tempo sentia um grande ardor na minha vulva em brasa.

Os nossos encontros eram no seu atellier, nos dias de quarta-feira à tardinha, quando não havia mais clientes. Eram uma loucura as nossas transas, a melhor posição para ele era; eu com o corpo deitado no meio da cama, em sentido vertical, com as pernas dobradas para o ombro ( posição frango assado ) e ele, em pé sobre uma escadinha no beiral da cama, dando à frente para o meu corpo. Proporcionando-me um gostoso vai e vem ininterrupto e inigualável prazer”.

Mal sabia ela que essas revelações iriam criar ciúmes e inveja nas suas clientes, ávidas por prazeres adormecidos. Dentre essas clientes, tinha uma que não se conteve e logo que chegou em casa telefonou para o ditoso alfaiate, pedindo para ele fazer um espartilho da última moda. Ele acrescentou que geralmente seus clientes são homens e muito raramente mulher. Aceitou em vista da insistência e marcou horário.

Ao deparar com o sr. “Spinelli”, ela sentiu-se culpada e quase deu meia volta. Parou, viu o sorriso e a voz carinhosa do alfaiate, fez lembrar as palavras da amiga Clotilde sobre o desempenho sexual do pequeno homem e estendeu-lhe à mão, no gesto de saudação e a outra mão, mal coube dentro da mão grande e macia da visitante.

“Spinelli” mostrou o novo mostruário de espartilho, ela escolheu o que tinha menos travas. Ao terminar, ele pede que ela vá experimentar no biombo. Como o espartilho precisa de outra pessoa para apertar por trás, ela chamou-o e o alfaiate trepou na escada de três degraus, ficando ainda mais baixo do que ela. Ao vê-la, seminua de frente para o espelho, segurando a parte da frente do espartilho ele conteve a beleza, mas ela não controlou seus impulsos e virou-se deixando cair o espartilho, mostrando os seios duros e bicos salientes, diante dos olhos arregalados do alfaiate. Ela abraçou o pequeno assustado de tal maneira que escondeu o corpo e ambos foram ao chão, por causa do impacto do abraço. Aí, surgiu o primeiro beijo com esfregões, ele por cima dela a balançar as curtas pernas e ela abraçando-o para não sair da posição. Nada falaram, os movimentos rápidos e as roupas saindo dos corpos foram o suficiente para chegarem aos nus. Ela quando viu o pau da bandeira, sorriu e pediu a ele que sentasse no terceiro degraus da escada porque ela já estava de joelho pronto para boquear a manjuba rígida. Em poucos minutos o alfaiate dava gritos e gemidos, causando-lhe espasmo. Passando alguns segundo, já estava ele com a manjuba firme esperando o bote da fêmea que deitada abriu às pernas para receber o prêmio merecido. Novos gritos ouvem-se no ar, carregado de luxúrias inconfessáveis. E os dois amantes, descarregam no acoplamento todas as suas ansiedades incontroláveis”.

Creio que o espartilho foi feito em meios de gritos e sussurros no atellier do famoso “Spinelli”.

Certo amigo, contou-me que “ um determinado senhor da nossa sociedade, sabedor da fama do “Spinelli”, resolveu tirar as dúvidas e foi lá. Encomendou um terno de linho e quando foi experimentar, solicitou ao alfaiate que apertasse mais a cintura e a barquilha da calça, o alfaiate negou, dizendo que estava justo à cintura e a barquilha tem que ter folga, Aí em tão, o cliente pede para tirar novas medidas, novamente o alfaiate trepou na escada e fez novas medições no corpo gordo e desajeitado e ao descer da escada, com surpresa, o cliente tirou a calça, ficando de ceroulas e pediu para ele ter como modelo à calça que estava na sua mão. Feito o pedido, voltou-se para o cliente e confirmou às medidas. Porém, neste momento o cliente baixou a ceroulas e ficou de quatro, pediu por favor, ao alfaiate para colocar a manjuba na sua rosquinha que estava pronta para receber. Ouvindo essas palavras o alfaiate não vacilou, pegou a escada de dois degraus, tirou a roupa e enfiou sem vaselina na rosquinha do cliente. Só ouviu o grito do cliente pedindo para tirar e o alfaiate disse; só entrou à cabeça, agora é esperar o resto”.

São essas e outras histórias que ouvimos de antigos comerciantes da rua Chile, famoso locadouro de Salvador no passado distante.

Já no bar próximo da rua Chile, chamado “Café das meninas” sempre tinha uns comentários a respeito de “Spinelli” o que circulava no momento é a história do ônibus que ele usava para transportes de ida e volta para o atellier. Dizia as más línguas, que em uma dessas viajens, ele entrou no ônibus cheio e como não havia lugar para sentar resolveu ficar em pé, preso entre um trazeiro de uma mulher e uma perna longa de um homem. Não havia nem como segurar em um ferro para equilibrar o seu corpo. Cada vez mais o ônibus enchia, havia momentos que o ônibus freava subitamente e o seu rosto ia de encontro á nádegas volumosa de uma mulata. De tanto ir e vir saltaram um peido e ele recebeu o odor direto no rosto. Sufocado, ele foi empurrando as pessoas, louco para sair do ônibus e não conseguia. Só no próximo freio à porta abriu-se e ele foi rolando pra fora do

veículo já estacionado no ponto. Quebrou à cabeça e escoriações nos braços e roupas lascadas, tonto na calçada. Uma mulher ao passar por ele caído no chão, teve pena e abaixou-se para levantar o corpo do garoto que ela achava. Como ela usava óculos de lente grossa, não deduziu que ele era um anão. Levou-o para a sua casa e lá teve o cuidado de tirar a roupa do “garoto adormecido”. Ao vê-lo nu, gritou. Oh! meu Deus, o garoto é aleijado!... Olhou de perto e exclamou: “ Xi!... Essa rola dura deve ser uma benção” e começou a pegar, não é que ela cresceu na mão da mulher e o “garoto” abriu os olhos em cima da mulher sorrateira. Ela disse: “Viji! que garoto é esse... Ele acrescentou: Minha senhora, a brincadeira acabou, vamos fazer a verdade. Ouvindo a voz grossa do “garoto” ela disse: “Ué, você é anão”? Sim, sou pequeno mais tenho documento de homem grande.

E assim vão outras histórias do finado “Spinelli”. Por ironia do destino, ele tinha colocado uma placa de propaganda em baixo da janela do seu atellier, bem em frente à rua Chile com essas frases: “ ADÃO NÃO SE VESTIA PORQUE SPINELLI NÃO EXISTIA”.

Álvaro Bento Marques.

SSA, 26.01.2008.

O TARADO BRASILEIRO


Há um consenso nacional entre a maioria dos homens brasileiros, em admirar o bumbum das mulheres e principalmente das mulheres brasileiras. Para a maioria dos homens, sem esse atrativo, não há apetite sexual.

Veja o caso de Agno, têm o apelido de “glutério” entre seus amigos mais íntimos. Já aos 14 anos, demonstrava essa preferência, não sei se foi hereditário ou pegou no ar brasileiro. Aos 18 já era um perito observador de nádegas, na rua ou em qualquer lugar ele quando cruza com uma mulher, primeiro olha para o rosto e quando ela passa ele vira o rosto e olha o bumbum. Se ambos são do seu agrado ele silenciosamente formula frases na sua mente e diz pra si mesmo: “Ah! Que belo rosto e que bunda maravilhosa!...Ou “Boa de bunda e feia de cara”. Para cada tipo de nádegas ele pronunciava um tipo característico, por exemplo: Bunda redonda, bunda arqueada, bunda empinada, bunda puxada de rede, bunda de nega-gegê, desbundada, bunda pão de ló, bunda queixo caído, bunda boa parideira e assim vai ao seu linguajar.

É com este pensamento que ele encara as mulheres, sempre no ponto de vista pessoal é obviamente sexual. Não lhe interessa cor, idade, tamanho, nada disso faz diferenciar seu gosto “glúteo”. A perversão já é crônica em sua mente. Sempre em roda de amigos ele relata o que viu o que sentiu e o que fez diante de um bumbum brasileiro.

O homem é tão complexo que chega a não entender os seus próprios gostos.

Álvaro B. Marques

SSA, 20.07.2007.

JANJÃO

O homem chamado Janjão que tinha uma “rola” mais curta do que o anão Filisteu, era uma cócega para as mulheres no ato sexual, “ela procurava e ele nadava” Mas tinha uma língua chamada “lixa” que era o gozo supremo das mulheradas.

Sua história tornou-se lenda na Baixa Grande, onde o povo apregoava em cantos e versos os feitos do afamado sujeito.

Sua história vem desde quando ele nasceu de pai castro e mãe fecunda. Só veio a saber do verdadeiro pai quando já era adulto e a certeza de que teria para sempre uma “rolinha.” E de ser chamado de “filho da puta”.

Janjão foi criado pela avó materna com todo o carinho que as avós dão aos netos e uma educação esmerada que ele adquiriu nos tempos em que estudou no Colégio das Irmãs Educadoras Santista de Jesus, distante duas léguas de Baixa Grande. Foi ai que a sua fama começou a brilhar como aprendiz de sacanagem que as freiras souberam muito bem lhe ensinar. Tudo começou com a descoberta das freiras que ele era anão de “rola”o suficiente para não incomodar as vulvas incendiadas das sinceras noivas de Cristo. Para elas esse detalhe é ótimo, não maltrata a “bichinha” e nem engravida as indesejáveis.

Seguindo este pensamento, elas ministravam aulas educacionais em geral e aulas adicionais em práticas e teóricas em sacanagens diversas. Criou-se um especialista sem fronteiras de vulvas e grelos em vários tamanhos e cores.

Janjão foi o único escolhido dos varões daquele antro de sabedoria das sacanagens libertinas, por seu tamanho em altura e de forma penisco. Longe estava ele em pensar que um dia teria mais fama do que Calígula a.C. em seus bacanas romanos. Ele era exigente com as mulheres, somente escovava com carinho as vulvas sequiosas, depois que elas raspassem a mata e lavassem o terreno, após então, tudo era com ele. Só deixava o terreno depois que elas jorravam o liquido quente e viscoso na sua boca pequena.

Janjão era forte e musculoso, feio e atrevido, caladão e misterioso. Mas sabia guardar segredo dos seus e dos outros. Trabalhador incansável, não tinha hora para praticar o que tão bem aprendeu e foi seguindo este caminho. Até que aos 18 anos de idade o Convento não permitia o estudante ficar mais naquele sacrário. Por força de norma interna. Voltou a morar com avó e adquiriu emprego de entregador de pão da Padaria Estrela na mesma rua em que morava. Já tinha uma semana em serviço e estava inquieto por falta das sacanagens. Todas as mulheres que ele via e desejava a sua língua coçava e a rolinha balançava dentro da calça. Era um desespero muito grande, já não podia mais.

Um belo e maravilhoso dia foi fazer uma entrega a uma freguesa do bairro e ao bater a porta deparou-se com uma meia coroa de roby transparente, mostrando tudo que a natureza ainda conservava naquele corpo tentador. Muito discreto, não insistiu no olhar e entregou o pacote de pão a freguesa que ao receber, não segurou o pacote direito e o embrulho caiu ao chão. Ele prontamente abaixou-se e ela também para apanhar o embrulho, porém, ela ficando de cócoras e ele também, viu o fundo da calcinha e as duas pétalas a mostra, causando-lhe um desejável tesão no pequeno anão. Levantaram-se e os olhares eram de surpresas e desejos. Prontamente, ela segurou a mão forte e calosa do rapaz e guiou-a até a sua vulva que já estava em brasa. Ele não se intimou e foi firme no caminho. Ela com a outra mão fechou a porta e levou ele nos braços até uma mesa, deitou o seu corpo e ele ficou em pé, tirou-lhe a roupa com calma e abriu as pernas da dengosa que já estava choramingando um pênis ereto. Por sua surpresa, ela sentiu a língua rápida e áspera como a cobra há lhe percorrer as partes mais íntimas que não tinham sido exploradas daquela maneira. Soltou um gemido forte e ele vendo o grelo no seu nariz a crescer igual ao pênis, não se assustou porque conhecia muito bem a genitália feminina e era ali que a cobra fuma. Ele por sua vez, com a mão esquerda, abria as pétalas com os dedos para introduzir a língua e a outra mão masturbava o pequeno anão. Naquele momento só ouvia-se as fortes respirações e os rangidos da mesa, de repente um grito e em seguida um silêncio no ar. O ato foi concluído. Ela si ajeitou, ele também. Recebeu o pagamento e saiu apressadamente.

Conforme relato de Janjão, ele estava acostumado nesta prática e não sentia a necessidade como o homem normal sente em penetrar na mulher. Contentava-se no cunnilingues e na masturbação, porque ele sabia que na prática do sexo normal não satisfazia as mulheres por causa do tamanho do seu pênis. Tinha feito experiências por várias vezes e não obteve sucesso. Porém, nessas circunstâncias ele ejaculava mas os espermatozóides não eram bons nadadores e morriam no caminho. Mais um motivo para as suas tristezas, não podia ser pai. Além de tudo isso, ele viciou-se com as freiras na prática da língua e nada seria melhor. Por essa razão ele adoeceu gravemente, teve morte rápida, o HIV foi implacável e cruel. Ele não tinha outra opição sexual como fazer de outra maneira o ato sexual. Suas histórias foram muitas, mas somente está é a verdadeira.

Janjão, sabia do risco que passava mas, mesmo assim, não tinha medo, queria o prazer da carne, da volatização do momento, de estar vivo, única forma que ele conheceu para amar as mulheres.

Janjão foi, e nós ficamos para sorrir e chorar dos seus feitos reais e outros criados pela imaginação do povo que sempre acrescenta um pouco mais.

Sexo não pode ser vicio, não pode ser doença. Deve ser um ato de prazer, de amar e nunca sofrer. Porém, o sexo pode não ser alegre, mas deve ser participativo em todos os momentos, renova e cria-se vida. Como pode levar a morte na promiscuidade sem retorno a vida.

Álvaro B. Marques

SSA, 29.10.2009

CONFISSÕES DE UM HOMEM NORMAL - parte I


“Tenho 30 anos, sou solteiro, moreno, 1,80m de altura, corte de cabelo baixo, olhos castanhos escuros, 75kg de peso, corpo atlético. Boa formação cultural. Procuro mulher solteira, divorciada, sem filhos ou viúva desesperada. Para futuros relacionamentos.”

Faço sempre este anúncio e coloco no principal jornal da cidade. Dias após recebo várias cartas de candidatas, propondo encontros, troca de fotos e assuntos diversos para estender os diálogos. Até mesmo os homossexuais, o que não é das minhas intenções. Leio todas, mas procuro reservar aquelas que mais me incita sexualmente, em cada palavra vejo a candidata se oferecendo para mim. E isto é maravilhoso em meus pensamentos, torna-se uma masturbação sem praticá-la, é um gozo imaginário. Penso em sexo 24h por dia. Ao terminar uma transa, já penso em outra mulher.

Ao caminhar pelas ruas, deparo com vários tipos de mulheres, cada uma mais interessante que a outra, não escolho sua beleza no rosto, reparo sua beleza física e sensual. Seus balanceios das nádegas e contornos, sua minúscula calcinha a querer entrar no ânus ou na vagina, ou simplesmente a ficar livre. Já não faço mais conjeturas dos seios, esses estão sempre à mostra em vários tamanhos e cores. Sempre a querer saltar das blusas, para querer mostrar que são dois para duas mãos.

Lembro da Cláudia, no quarto, a pedir para tirar sua roupa, “devagar e com muitos beijos nos lugares descobertos”. Incitei-a ao máximo até ouvir pedir para penetrar. Fui inclemente, nossos corpos vibraram.

A Cíntia era ótima, tocava muito bem a flauta.

A Luísa, muito sensual, gostava de sexo anal, chorava quando penetrava, não era de dor, era de prazer.

A Fernanda, muito meiga, seus lábios carnudos, sabiam explorar meu corpo, suas mãos eram divinas, sabiam tocar piano.

Já a Nívia, sua voz era um clamor de erotismo, só em ouvi-la, deixava-me em ereção.

Cibele, ah! minha doce Cibele, em cima de mim parecia uma criança gulosa, sempre a querer mais.

Foram várias que passaram, porém foram estas as que mais me marcaram.

Todas as mulheres na cama não são iguais.

Mas eu não me contentava com as práticas acima. Procurava também o voyeurismo, como necessidade de complementar. No meu apartamento, eu tenho uma luneta de grande alcance, vejo o que eu quero e que eu não quero.

Minha vida é vazia e monótona, torna-se excitante quando estou com mulher. Não tenho companheira fixa, mas também não agarro qualquer uma. Levo um curto espaço de tempo, em conhecimentos, para depois levá-la para cama.

E assim, a vida continua, até quando eu tiver apetite sexual para dar e receber da mulher o que temos de mais puro em nosso organismo, o orgasmo.

Minha história com as mulheres vem do período das idades das inocências; entre os meus sete para oito anos, fui encaminhado por uma prima, Soninha (que já tinha seus doze anos), a iniciar um rápido cunilíngua. A princípio não gostei, sentia muito o cheiro, acre de urina, mas com muita insistência da prima, eu terminei cedendo aos prazeres. Em troca ela fazia o mesmo em mim.

Não tinha ainda espermatozóide, mas sentia uma grande sensação. Nosso ato libidinoso não passava disso, era sempre às pressas, aos sobressaltos.

Um experto já tinha lhe ensinado as primeiras luxúrias. Como todos os atos sexuais, é iniciado na sua própria casa, assim foi Soninha. Mais tarde, soube que foi o notório padrasto o aliciador. Foi flagrado e posto para fora de casa, e a virgindade protegida.

Foi nesta época que pratiquei o primeiro voyeurismo no buraco da fechadura, via minhas primas e amigas mudarem de roupa. Isto era o máximo para mim. Não tenho irmão nem irmã, sou filho único de uma família de descendência só de mulheres. Eu era o predestinado das mulheres, até antes de eu nasceu, eu tinha o estigma das mulheres.

Cresci forte e namorador, no meio de várias mulheres, nenhuma delas despertara-me paixão, nem sentimentos de tê-la unicamente. Tenho como amigas e companheiras sexuais.

Minha primeira transa foi com uma mulher de idade superior a minha. Com ela aprendi o que é sexo.

Magnólia era seu nome, senhora discretíssima, viúva, corpo escultural. Terrivelmente carente de sexo. Foi minha professora de recuperação em Português. Designada por minha tia Filó, por achar que eu estava ruim na matéria. Já tinha meus quatorze anos, com dois anos de experiência com minha prima e masturbação. Não me achava satisfeito, faltava-me a penetração, o coito, a união da carne dentro da carne, o acoplamento do homem e da mulher. Vivia a sonhar com este momento. Até que um dia; eu sempre deixava o lápis cair da minha mão e rolava para baixo da mesa. Ao abaixar para pegar o lápis, deparava com duas pernas roliças e tentadoras de Magnólia, semi-abertas. Nesse momento, não resisti e passei a mão no seu joelho, ela gritou ui. O que é isto menino! Levantei o corpo e ela olhou-me, encarou os olhos para abaixo da minha cintura, e viu o volume. Aproxima-se de mim, com uma mão passou pela minha cabeça, com a outra alisou a braguilha da calça, sentiu o mastro, abriu o zíper e com habilidade, tirou o consolo, suas mãos trêmulas e fortes me puxaram para si. Eu, estático, não surpreso, pois já conhecia as preliminares. Abraçou-me e levou-me para seu quarto. Sentou-se na sua vasta cama e tirou as minhas roupas, com muito carinho e sedução. Em segundos ela já estava nua a envolver-me em seus braços e ao deitar, guiou o seu consolo para entre suas pernas lisas e macias. O monte de Vênus abriu-se para devorar o tão saudoso querido. Foi rápido, seus gritos ecoaram entre as paredes do quarto e seu abraço tirou-me o fôlego. Olhei para seus olhos contorcidos, seus lábios entreabertos. Pensei que estava morta ledo engano, morta de prazer. Tive meu primeiro orgasmo e com ela houve outras inesquecíveis transas em diversas posições.

Três meses foram de reforços escolares, três meses de prazeres luxuriantes. Com três meses tornei-me um homem. Quando o curso acabou, estava mais magro e Magnólia, mais dona de mim. Ela não queria que o curso acabasse. Foi necessária a intervenção da tia Filó, a meu pedido, mas o segredo permanece entre nós. Deixei a cidade interiorana e fui estudar na Capital.

Aí, novas aventuras começaram...

CONTINUA O CAPÍTULO II – LOGO ABAIXO


CONFISSÕES DE UM HOMEM NORMAL

Parte II

Na Capital, fui morar na casa do meu tio Fernando, irmão da minha mãe. Homem rígido, muito religioso no Catolicismo, praticante, quase um beato. Fazia questão que todos da família fossem à igreja aos domingos e dias santificados. Procedimento que eu não sabia e se soubesse não iria morar com o “dito cujo”. Pois eu ainda não tinha religião, não fui educado dentro desse princípio. Meus pais deram-me ótima educação, eram católicos, mas não me obrigavam a ser. Ensinaram-me a amar e respeitar o Catolicismo e jamais ser fanático por qualquer religião.

Assim sendo, estranhei o comportamento ortodoxo do meu tio, logo nos primeiros meses de estada naquela casa. Sua esposa, mulher gorda, muito gorda. Tudo pedia explicação ao marido. Tinha três filhas, três rosas a desabrochar no lar triste e vazio. Eu fui á alegria das três priminhas. Suas idades refletiam o que seus pensamentos rodeados de sonhos e fantasias fazem da vida dos adolescentes redemoinhos inseguros. Ainda mais com os pais nada conciliadores.

Fui estudar no “cursinho” para fazer, no final do ano, o vestibular, desejava ser advogado. Mas, não é essa parte de minha vida que eu quero contar. Vou falar do lado exclusivamente sexual que tão fortemente muda a minha maneira de ser.

Sabendo da natureza e da vida familiar dos meus tios, fui adaptando-me ao meio. Sem muito aceitar as suas exigências religiosas. Ele sabia que eu não era católico praticante. Como também não sabia das minhas aventuras sexuais. Se soubesse jamais ele consentiria a minha morada em sua companhia. Tinha três filhas virgens e não admitia casá-las sem serem virgens diante do altar. Se isso acontecesse, fatalmente ele expulsaria da sua casa. Respeitei os seus exageros e o seu lar. Porém foi muito difícil controlar meus impulsos diante de três lindas ninfas à espera de Psiquê (deus do amor).

Nesta época, tinha meus dezoito anos. Vivia nos arroubos da juventude e morando numa cidade grande, tudo era novidade e encantamento. Nesse período, foi crescente a minha luxúria. Até então, eu não sabia que o meu apetite sexual era mais forte do que o normal do homem. Era um assunto que eu não revelava a ninguém, não compreendia a realidade, achava-me jovem e galante. Tudo para mim era fácil. Meus estudos e minha estada na casa do tio Fernando eram pagos por meus pais e nada me faltava. Somente os desejos sexuais assaltavam-me à mente ao ver uma mulher. Não era qualquer mulher, teria que ter algo para despertar a sanha do lobo adormecido.

Na casa do meu tio, eu tinha um quarto ao lado do seu, separado apenas por uma parede. E certa noite, ouvi um chocalhar, parecendo de molas espirais que certas camas têm, é provocado por movimentos de vai e vem em cima do colchão. Em sobressaltos, levantei o corpo para ouvir melhor, foi meu tio transando com a tia gorda; ela aos mugidos em deleites prazeres e ele a cavalgar. Era ouvir demais para um carente como eu estava. Apelei para a covardia, cinco contra um e só larguei quando cuspiu. Naquela noite só tive sonhos eróticos.

No dia seguinte, deparei com minhas priminhas, logo bem cedo, sorridentes, frescas como flores em jardins. Conversamos pouco, coisas frívolas. Foi o tempo necessário para observar as três belezas e o desejo de possuí-las cresceu muito a partir desse momento. Os rostos belos, incontestáveis, com certeza embaixo daqueles vestidos haveriam de ter belos contornos nos corpos não profanados.

Prossegui a minha vida de estudante e meio católico. Na rua, dentro do ônibus, evitava viajar em pé, para não ter que passar vexame diante de uma ereção provocada por uma “bolinagem”, isto é, eu me encostar em uma mulher e vice-versa.

No “cursinho”, tinha várias colegas, somente duas despertavam-me impulsos sexuais, Carmen e Marisa. Ambas provocantes e sensuais não eram o meu tipo, mas despertavam-me constantes ereções aos vê-las.

Sabendo-as que eu era bom em História, pediram-me um reforço nessa matéria, em sua casa ou na biblioteca, a escolha seria minha. Claro que escolhi a sua casa, era mais conveniente para o meu propósito. Ambas em dias alternados.

Iniciei com a Carmen, garota sapeca, logo no primeiro dia, apresentou-se com um palmo de short e uma mini-blusa transparente, mostrando tudo que a natureza lhe deu, só aquela visão tirou-me do sério. Apresentou-me a mãe e segurando em minha mão, caminhou para o seu quarto. Fechou a porta e logo a seguir andou em direção a uma escrivaninha. Sentamos, o livro foi aberto, o caderno posto à mesa. O reforço começou sem muito interesse da parte dela. Seguimos assim nesse preâmbulo, até que minha mão pousara na sua, um beijo rápido seguido de um forte abraço; iniciamos o novo reforço. Nada naquele momento, apartara os nossos sentidos, a luxúria tomou conta dos nossos corpos, já nus e destemidos. Foi uma loucura, seguida de várias outras vezes de trepadas em dias de semana naquele quarto. Do reforço escolar em História, só restou essa gostosa lembrança.

Não foi possível permanecer por muitos dias o reforço com a Carmen, a Marisa já estava cobrando-me o seu reforço na sua casa, e eu não podia mais adiar. Fui ao seu encontro na hora combinada. Lá aconteceu a mesma apresentação que tive com a Carmen; o short, a blusa e a mãe, tudo parecia igual, só o corpo é mais avantajado do que o de Carmen. Ela, cor de canela, cabelos longos e pretos, um tipo Iracema de José de Alencar. Seu porte e dotes físicos ressuscitam qualquer morto ao passar diante de um cemitério. Um presente dos deuses para um desgraçado de sorte como eu.

Deu início o reforço, também no quarto da Marisa todo pintado de rosa com móveis brancos e detalhes em vermelho. Parecia que eu estava dentro de um mosaico. Sentamos em uma pequena mesa, abrimos a matéria, caneta e caderno em mãos, eu lendo, ela escrevendo. Em dado momento sorrimos, a porta do quarto abre e repentinamente surge sua mãe com refresco e salgados. Falamos pouco, a mãe deixou-nos e a porta foi trancada por Marisa. Ao voltar, diante de mim ela foi tirando suas roupas, revelando um corpo escultural e ao mesmo tempo falando que desejaria que eu fizesse o mesmo ou mais que fiz com a Carmen. Diante de tamanho quadro não resisti; abracei aquele corpo em chamas e devorei com beijos até os lugares mais reservados. Em segundos estava nu apossando a deusa de ébano. Em agonia e êxtase chegamos aos orgasmos múltiplos.

Como sempre, não procuro companheira fixa, quero estar sempre livre e disponível para as minhas transas serem mais liberais possíveis.

O tempo foi passando e outras mulheres passando os seus grelos em minha rola. Ela já não podia mais fica de cabeça baixa por muitas horas, sem sentir o cheiro acrinoso de uma apertada vagina.

Evitava o máximo ficar a sós com uma das minhas primas, principalmente a Nívia. Todas as vezes que a encontrava meus pensamentos eram de sacanagem, perturbava-me o resto do dia. Pouco eu via dentro de casa, as “meninas” como eram chamadas, tinham suas obrigações do lar, no colégio sob a direção de freiras e também na igreja com os pais aos domingos e dias santos. Meus horários de saída e de chegada em casa do tio não coincidiam com o das “meninas”. Elas estavam sempre no quarto ou conversando com a mãe. A vigilância dos pais com elas era extremosa. Isto era uma barreira para qualquer tentativa da minha parte. Limitava-me aos pensamentos eróticos.

Até que numa bendita noite, auxiliado pelo deus Baco, encontrei Nívia na cozinha, bebendo água. Eu também estava com sede, e no momento em que eu estava bebendo água, meus olhos percorreram aquele corpo vestido em uma camisola transparente e muito sensual. Trocamos palavras desconexas e aproximando nossos corpos até chegarmos bem juntos. Segurei suas mãos frias e trêmulas. Encostei meu rosto no seu, senti o calor no rosto e nas suas mãos. Abracei seu corpo suavemente, sentindo toda a vibração do seu corpo no meu. Foi o início da profanação, o tão desejado momento em que nem todos os homens têm esse privilégio, só em sonhos. Minha rola estava para rasgar a calça, não tinha como segurar o impulso. Beijei seus lábios, extraí seu néctar, aspirei o máximo. Nossa respiração tornou-se única, minhas mãos correram contornos virgens do corpo sequioso, explorou e estremeceu. Nesse momento deu-se um miado de gato, assustou-nos. Separamos os corpos e veio a realidade do fato que iríamos cometer. Ela saiu apressadamente e eu sem ação, retornei ao meu quarto, vi o dia clarear.

Uma nova manhã se abriu no céu azul. Levantei cedo, ninguém da casa estava em pé, fui apressadamente pegar um ônibus. No interior do coletivo lotado, deparei com uma garota de uniforme colegial, ela sentada no banco da frente. Trocamos olhares e logo ela pediu-me para segurar os meus livros, eu prontamente lhe entreguei. Colocou-os em seu colo e eu aproximei mais o meu corpo junto ao dela, eu em pé, ela sentada, fiquei na posição tal que meus órgãos sexuais estavam encostando-se ao ombro direito da garota. Não tinha como sair daquela posição, incômoda e ao mesmo tempo gostosa.

Ela sentiu o drama e discretamente olhou-me com um sorriso de Madona. Era o sinal de aprovação, mas, para mim vexatório, em cada parada o ônibus enchia mais e mais e o movimento do veículo cheio de passageiros fazia mais pressão no meu corpo. Estava a excitar e começando a enrijecer minha rola. Nesse momento, pedia a garota meus livros, ela deu-me e levantou-se do assento para em seguida pedir sinal da parada. Nesse lance, seu rosto passa bem perto do meu, senti seu perfume, suave, igual a margarida. Foi um alívio essa decisão, tirou-me do sufoco. Perguntei se podia acompanhá-la, acenou que sim.

Acompanhei seus passos, reparei que ela não era bonita, também não era feia. Tinha seus dezessete anos, morena, olhos grandes e brilhantes, cabelos lisos curtos, altura mediana. Para quem tinha passado a noite em claro e não pode realizar uma desejada transa, essa garota logo pela manhã é um ânimo para uma nova conquista. Reanima qualquer derrotado. Caminhamos juntos, perguntei se estávamos longe do seu colégio. Ela disse-me que não, antes de ir ao colégio iria passar na residência da colega que ficava ali perto. Tudo bem, respondi. Fomos de frente ao prédio de três andares. Passamos pela portaria e entramos no elevador, agarrei a garota pela cintura e beijei o rosto, boca pescoço com fúria, nesse momento o elevador pára e abre a porta, não entra ninguém, ela puxa meu braço e saímos do elevador. Ficamos diante da escada de serviço no último andar, descemos poucos degraus e tornamos a iniciar a putaria. Meti a mão embaixo da saia e arranquei a sua calcinha, partiu-se, tirei a rola da calça e mandei que ela se encostasse na parede e abrisse as pernas. Foi de um golpe só, ficamos assim por minutos até que gozamos apressadamente. Ouvimos passos, refizemos nossos modos. Descemos mais escada e ela tocou a sirene do apartamento 204, abriu a porta e deparamos com Aline sua colega. Não entramos, pegamos o elevador e saímos do prédio. Na rua, fui apresentado a Aline e seguimos para o colégio. Já eram nove horas, início do “cursinho”, estava atrasado. Peguei outro ônibus e fui estudar.

Os meses passaram rápido, dificilmente eu via a Nívia, quando acontecia ver, ela estava com as irmãs ou com os pais. Várias noites ia à cozinha na esperança de vê-la. Não ia procurá-la no seu quarto, ela não dormia sozinha. Havia suas irmãs, esperei nova oportunidade ou ela ou uma das suas irmãs.

Eu tinha um hábito de deixar os livros e cadernos em cima da mesa da sala, quando chegava da rua. E logo ia par ao meu quarto ou se tivesse o que fazer outras coisas, para mais tarde apanhar os livros. No espaço desse tempo, uma das minhas primas colocou um bilhete dentro do caderno com os dizeres: “Hoje à noite, não feche a porta do quarto”. Fiquei confuso sem saber qual delas foi a autora. Lembrei de Nívia, seria ela? Com ansiedade chegou a noite e lá para as tantas, deixei quase fechada a porta e deitei-me na cama, logo adormeci. Senti um movimento na cama, acordei com uma mão macia e fria no meu rosto. Não era Nívia, era sua irmã Nádia, disse-me: “Você não sai dos meus pensamentos, quero ser sua”. Nada respondi, em silêncio pensei: “não devo deflorá-la, mas vou profanar esse santuário”. Antes que outro faça.

Ela já estava pronta, esperando a minha reação, meus lábios procuraram por vários caminhos do seu corpo o local exato do prazer, minha língua explorou o papo de pombo que foi aberto sem eu pedir. Procurei o pêndulo endurecido, brincamos como duas crianças de pega-pega. Até que um jorro de néctar é transbordado. Seu corpo estremeceu, sua respiração aumentou a aceleração do coração e após uma pausa sua mão procurou minha rola, estava em completa ereção, ela a doce mel, colocou-a em sua boca e fez uma chupada que nem o anjo da boca mole sabe fazer. Foi o máximo, tive tonturas por segundos. Voltei a forma e ela queria mais, limitei a beijos e carícias. Paramos os gestos, e ela disse-me que a Nívia contou para ela o nosso encontro na cozinha e ela queria sentir o prazer (quando se trata de sexo, certas mulheres não sabem guardar segredos de cama, fala com as amigas e geralmente perde o homem). Eu disse-lhe: “nada fiz com sua irmã só trocamos beijos”. “Mas eu quero mais” – respondeu-me. Aí pensei!... Se não faço essa caridade agora outro irá fazer e eu vou lamentar pelo resto dos meus dias... Meu tio que vá pra porra... Vou abrir a porta do sacrário. Este é um dos momentos que o homem e a mulher jamais esquecem, em qualquer circunstância.

Antes de terminar a noite, Nádia foi para o seu quarto e eu caí no sono.

Na manhã seguinte, fiz o meu roteiro habitual, pra dois dias depois fazer o tão esperado vestibular.

Passei no vestibular para ingressar numa Faculdade Pública Federal, e estudar advocacia. Era meu sonho, advogar. Fui parabenizado por todos amigos, colegas e familiares. Fui ver meus pais no interior, lá tive outra recepção festiva com vários colegas de infância. Vi a prima Soninha, com neném e relembrei nossas sacanagens, tempo bom.

Conversei com meus pais, sobre a minha morada na casa do tio Fernando e preferir sair de lá, para morar de aluguel num apartamento em divisão de despesas com outro colega. Eles concordaram e logo na semana seguinte retornei à Capital e conversei com meu tio Fernando. Com surpresa lamentou mais aceitou a minha saída da sua casa e desejou-me felicidades. As “meninas” vieram falar comigo e eu deixei meu endereço com elas. A Nívia e a Nádia só demonstraram tristezas, disse a elas que tornaria a vê-las o mais breve possível, deixei também meu telefone.

Já na nova morada, em prédio de apartamentos, sinto-me com mais liberdade e com mais responsabilidade diante do meu futuro. Porém queria inaugurar a nova morada com uma mulher, e se possível transando. Com esse pensamento fui à caça. No próprio prédio haveria de ter, só dependia de tempo e oportunidade. Dito e feito, no prédio de apartamentos as pessoas só se conhecem dentro do elevador, inicia com um simples “bom dia” ou “boa noite”. Algumas pessoas revelam-se educadas, outras silêncio total, medo de relacionamento. Nesse vai e vem do elevador, eu encontrei com uma tremenda gata, simples e tentadora. Descrevê-la a imagem seria pouco para o muito que ela encheu meus pensamentos de erotismo. Parece incrível, não consigo ver uma mulher sem a visão erótica, será que isso é uma doença? Se for, é uma doença boa e gostosa, leva-me sempre ao orgasmo e não está prejudicando a minha saúde.

Ela estava carregando um cachorrinho Bigol e a dona fazendo mimos. Só tinha eu e ela dentro do elevador, cumprimentamos com um “bom dia” e o elevador subiu, ela apertou o botão para o sexto andar e eu para o quinto. Cruzamos nossos olhos e eu perguntei se o cãozinho era macho ou fêmea, ela disse: é fêmea, eu disse: é uma gracinha, e o macho você tem? Ela disse: não tenho, ela ainda não está no cio. Quando estiver, avise-me que eu consigo o macho. Ela sorriu, moras aqui? Sim, no quinto andar, apartamento 502. A porta do elevador abre e ela sai, não reparei que estava no sexto andar, apertei o botão do quinto para descer, o elevador subiu. Amarguei o tempo de subida e de descida até o quinto andar. Saltei e fui para o meu apartamento. Ao chegar, o interfone interno toca, eu pergunto: quer falar com quem? A voz cheia de veneno diz: “quero um macho para minha cadelinha”. Logo lembrei da garota do elevador e disse-lhe: “Venha no meu apartamento que te dou o macho”. Ela respondeu: “Está sozinho? Posso ir mesmo?” Sim, estou livre. Respondi.

Meia hora depois, a sirene toca, olhei no olho mágico da porta e vejo a minha gracinha nos braços da dondoca da garota. Abro a porta e peço para entrarem. Elas entram e a cadelinha vai para o chão. Sentamos e dialogamos como bons vizinhos. De calça comprida e bem torneada dava para mostrar o bem modelar corpo e uma minúscula blusa cobrindo os seios. Era bom demais para os meus olhos, é necessário conferir. Sentei ao seu lado e formulei, se desejaria beber alguma coisa, ela diz não: “Não bebo, pratico ginástica, cuido-me”. Isso é bom, respondi. Mantemos esse diálogo, eu já estava junto dela, sentado com as mãos segurando as suas. Senti uma nova comunicação, abraçamos aos beijos. A princípio ternos, depois em sofreguidões. Ela tirando minhas roupas e eu tirando as roupas dela. Do sofá não saímos, uma longa putaria começou. Não resisti ao ver aquela bunda, acariciei para ver a reação dela, ela já estava segurando com gula a minha rola, eu virei seu corpo, ela mostrou novamente a bunda, beijei seu corpo de costas e enfiei o dedo no ânus, ela abriu as pernas, lisas e macias. Penetrei nos caminhos sinuosos, deu dois gritos. Parei... Pediu para prosseguir, completei a jornada, até o gozo. Fomos ao banheiro, lá completamos compenetração vaginal, ela montava o cavalo, eu em pé segurando seu corpo agachado na minha cintura. Ao terminar, voltamos para o sofá e novas posições completaram os nossos desejos.

Cansados e suados paramos, para dar fim a uma seqüência de agitações do corpo e mente no abraço da vida. Despertou-nos foi o latido da cadelinha, voltamos à realidade.

Novas semanas seguiram e outras mulheres estiveram no apartamento. Quando eu estava usando o apartamento com mulher, o meu colega não entrava. Fizemos um acordo e um sinal na portaria. Cada um respeitava a sua privacidade, tudo era OK.

Levei a fundo meus estudos, três vezes ou mais por semana, dependia da minha disposição e caçada eu tinha relações sexuais.

Sempre quando possível ia á casa de tio Fernando. Era uma alegria ver todos principalmente as priminhas, já caminhando par a idade adulta. Elas, Nívia e Nádia prometeram visitas. Estou esperando-as, avise-me com antecedência. Nos meus pensamentos já fervilhando gostosas sacanagens.

Só acho estranho eu não engravidar nenhuma mulher, não usava camisinha e não sabia se elas usavam qualquer remédio ou controle. Para mim não tinha importância, só queria e quero é “fuder”. Satisfazer meus instintos, o resto acontecerá. Resolvi ir ao médico, fiz exames, foi descoberto que meus espermatozóides não eram bons nadadores, antes de chegarem perto do útero morriam, eram fracos. Eu não engravido nenhuma mulher. Fiquei feliz com a notícia. Não seria pai e não queria fazer tratamentos médicos. Enquanto eu tiver ereção e poder dar “leitinho”, vou vivendo e praticando as minhas putarias.

Hoje, tenho trinta anos, continuo a ser solteiro, recebo uma média de 25 a 30 cartas por mês em respostas do anúncio que faço no jornal. Esta é a maneira pela qual fujo da solidão e ao mesmo tempo relaciono com vários tipos de mulheres. Vivo dessa maneira, sou feliz.

Penso o que não faço...

Realizo o que não penso...

CONTINUA CAPÍTULO III – LOGO ABAIXO


CONFISSÕES DE UM HOMEM NORMAL

Parte III – Corpo Ardente

É manhã de domingo frio. Faço o que sempre gosto de fazer, caminhar muito, dentro do parque e respirar a plenos pulmões o ar bem fresco das árvores a seu redor.

Nesta manhã, nem tudo foi igual. Uma pessoa chamou-me a atenção. Uma mulher alta, morena, com roupa colada no corpo suado em gostosos contornos, delineando os caminhos perfeitos de uma atleta, em querer moldar seu corpo.

Aproximo-me em passos largos e decididos, cumprimentando-a, e ela com sorriso, faz gesto com a cabeça, em resposta. Não sei quantos minutos fiquei parado em êxtase, vendo aquele corpo sumir dentro do parque. Imagem nunca esquecida.

Tempos passaram, vou sempre ao parque e não vejo aquela mulher.

Ao entrar no banco e me inteirar em uma fila, deparei-me com a tão desejada mulher, ao fitar-me reconheceu, e o mesmo gesto com a cabeça cumprimentou-me. Foi o bastante para ascender o vulcão, já adormecido em mim. Trocamos poucas palavras como também os telefones. O caminho já estava feito.

Passaram dois dias e resolvi ligar, chamei pelo nome e a voz respondeu “tudo OK!”. Marcamos o encontro, após o jantar, fomos esticar mais a noite em uma boate e lá para as tantas, fomos ao motel, nada neste mundo seria ao contrário.

Sem palavras, somente os gestos de carinho, com as mãos são necessários para prosseguir no percurso face–cabelos.

Meus lábios procuram ávidos os seus. Beijo-os ao entreabrir sua boca, sugo-o, para ir de encontro à língua, quente e úmida. Assim ficamos alguns minutos, um querendo engolir o outro, na maneira mais selvagem possível. Descolamos, beijei seu pescoço. Ah! que cheiro de jasmim. Passei com a língua nesta área e com beijos fui descendo, até encontrar seus fartos seios, firmes e convidativos (é a parte mais limpa da mulher), com a língua procurei seus mamilos, duros e cheirosos. Ali descansei minha cabeça, voltei a ser neném.

Entretanto, a ânsia não me deixou deliciar por muito tempo o repouso do guerreiro. Fui descendo os lábios até o umbigo, explorei-o, o seu corpo estremeceu, suas mãos agarraram com força minha cabeça, levando-a mais para baixo. Senti o calor muito forte naquela região e fui de encontro às duas pétalas, quentes e úmidas convidando-me a entrar e solver o seu néctar. O cheiro característico de fêmea era presente. Abri as pétalas e com a língua procurei ir adiante à procura do pêndulo, com calma conversamos e nossas idéias foram explosivas, dentro de um espaço tão pequeno. Momentos após, senti um jorro quente inundar esse espaço. Foi o êxtase de se libertar do cativeiro, chamado néctar do amor. Logo a seguir penetrei meu apêndice nas pétalas térmicas e macias. Meu corpo agitou e contraiu-se em deleito, dentro do vale do prazer.

Cansados adormecemos...

Álvaro Bento Marques

Salvador (BA), 16/05/2005

CONTINUAMOS NO CAPÍTULO IV – LOGO ABAIXO.


CONFISSÕES DE UM HOMEM NORMAL

Parte IV

O tempo transcorre veloz como uma ave no céu aberto à procura do seu destino ou a caminho de uma nova migração. Assim prossigo na certeza de que o amanhã será um novo dia.

Faço exatamente, hoje, 50 anos, idade do início do outono da vida, a estação das mudanças. Nada me arrependo de não ter feito até agora, e muito eu tenho feito para ter no futuro uma vida sólida, porém solitária.

Na profissão que escolhi, Bacharel em Direito, tenho muito a proteger e defender aqueles que não têm conhecimento dos seus direitos por lei, estou entre o bem e o mal. O que nem sempre o peso da balança da justiça é colocado em proporções iguais.

Mas, o que mais gosto é trabalhar em causas de mulheres em situações desesperadoras, obviamente as que são largadas pelos maridos ou companheiros. Com essas dou maior apoio, pois serei gratificado nas minhas solicitudes antes e após causas ganhas. Por força da profissão, o advogado tem que ser experiente, boa lábia, carisma principalmente com as mulheres, cínico e um pouco honesto. Esse é o meu perfil, felizmente me dou bem com a profissão.

Continuando a narrativa da minha vida sexual, o que é objetivo principal dessa história. Volto a relembrar dos penúltimos acontecimentos. Já não moro no mesmo apartamento em que eu rachava as despesas com o colega. Ele casou e eu tive que devolver o imóvel. Fui morar em outro apartamento, bem perto do Fórum, menor, porém bem mais decorado (isso impressiona as visitantes) de minha propriedade. É o que moro atualmente.

Mantenho os mesmos hábitos que tinha antes, faço meu acondicionamento físico duas vezes por semana e continuo com a obsessão pelo sexo feminino. Creio que a deusa Afrodite predestinou-me, não tenho como evitar, só lamento que a velhice vem chegando e até lá meu apetite sexual irá diminuir bastante. Já não uso mais a língua para estímulo do cunilingue, não tenho companheira fixa, uso camisinha por força das doenças incuráveis, passei a usar agora depois dos quarenta anos. Não gosto, incomoda o pênis, não sinto a penetração normal. Mas, no ato não me lembro de doença, só quero é sentir e provocar o orgasmo na mulher, para alcançar esse clima sou paciente e muito carinhoso dos pés à cabeça, excito-a.

Lembro-me que tive relações por três meses com uma mulher de 28 a 30 anos, chamada Magda. Empreguei os métodos mais eróticos para libertar o orgasmo que tinha dentro dela e não consegui. Só vim a descobrir depois que ela contou-me que foi espancada e estuprada dentro de casa por um ladrão, só com esse ato de violência é que ela atingia o orgasmo. Pediu-me para fazer o mesmo, fiz com muita relutância, Logo depois não mais quis vê-la.

Continuei a ter vida sexual bastante descontrolada. A vida de solteirão criou-me hábitos narcisistas e muito perfeccionistas. Uma situação que eu vim a compreender agora na idade madura. Isto dificulta muito o relacionamento com qualquer companheira. Tive três experiências de convivência e todas desastrosas. Sou muito realista com minhas atitudes e por isso modero os meus ideais.

Certas mulheres deixam marca no sentimento do homem de tal forma que vira e mexe relembro de fatos. No meu caso, foi a prima Nívea. Não pelo fato de ter tido relações sexuais com ela, mas pelo simples motivo de atração em ouví-la. Sinto a mistura de erotismo e candura em sua voz. Peculiaridades raras no ser humano ou talvez qualidades que só eu sinto. Passo a lembrar:

Na noite de sexta-feira, naquele antigo apartamento, recebi um recado da portaria do prédio que uma moça de nome Nívea queria falar comigo.Dei permissão para subir, eufórico e surpreso, arrumei rápido o apartamento e logo a sirene tocou. Era ela, o desejo personificado, o pecado que não tive, o medo de não a ter, o adultério não cometido, o crime não revelado. Tudo isso estava ali diante de mim. Com sorriso, convidei a entrar, seu perfume exalou no ar. Cumprimentamos com abraços e beijos normais, sentamos e falamos sobre nossos parentes. Ao admirar seu rosto, notei amadurecimento e mais realce na beleza, o mesmo corpo suave e provocativo. Ela é bem mais nova, tem dez anos a menos do que eu, um Pitéu de mulher. Houve momento que ela perguntou-me: “se eu desejaria viver a vida toda sozinho”, lhe respondi: Já me acostumei, não pretendo mudar, não adaptaria sendo ao contrário. Ela olhou-me e disse: “ainda não esqueci daquela noite na cozinha da minha casa, lembra-se?” Eu respondi: Claro, ainda tenho vivo na mente. Só que não complementamos, aqui não tem gato nem outro animal. Podemos reiniciar o que não terminamos. Aproximei do seu corpo sentada no sofá, e beijei a sua mão pousada na cabeceira do sofá. Olhei bem perto dos seus olhos, vi minha imagem. Beijei seus lábios com ternura, colei meu rosto ao lado do seu e ela murmurou no meu ouvido: “eu sempre te amei, nunca te esqueci”. Eu disse-lhe: Estás em meus braços, é tudo que quero nesse momento. Mas não posso tê-la unicamente.

Tiramos a roupa sem muita pressa e envolvemos os corpos ávidos de desejos. Em surpresa o “Astrobaldo” não subiu, fiquei nervoso e preocupado. Logo agora, pifei?... Ela notou, iniciei com as preliminares para ver a reação, nada, o “Astrobaldo” triste com a cabeça baixa, desolado. Eu envergonhado, nunca tinha acontecido aquilo. Que houve?... Procurei acalmar meus pensamentos, levantei e fui beber água. No percurso, lembrei que ela era a única mulher que eu esperava com muita ansiedade esse momento. Eu a tive sempre no meu pensamento e por isso, na hora “H” houve um bloqueio sexual, motivado pelo nervosismo e a ânsia de possuí-la, juntamente com o stress do trabalho, nocauteou o “Astrobaldo”. Voltei para junto dela e formulei nova conversação para afastar dos meus pensamentos o triste lance. Fomos para o quarto, enrolamos na mesma toalha. Ficamos assim por alguns minutos, até que o “Astrobaldo” reanimou-se e a ereção veio total. Completamos o ato no silêncio, só as nossas respirações e os movimentos dos corpos fizeram ouvir. Realizamos o ato sexual como se fosse a primeira vez, nossos corpos e mente fundiram-se.

Na manhã seguinte, acordamos cedo e nos preparamos para sair, foi nesse momento que ela disse: “Também não tenho compromisso com nenhum homem, vivo do meu trabalho de dentista e tenho muitos amigos e amigas. Estou bem com a vida. Sei que se eu me juntasse a você não seria feliz. Melhor assim, guardarei sempre você na lembrança”. Respondi: Não sei o que são sentimentos para ter alguém a fazer parte da minha vida. Uso o sexo como necessidade orgânica e complementar para viver. Se estou lhe ofendendo, perdoe-me, é a minha verdade. Amo-te da minha maneira.

Caminhamos para a saída do prédio e despedimos com “até breve, cuide-se”.

No vazio da minha solidão procuro recapitular.

Penso o que não faço...

Realizo o que não penso.

FIM

Álvaro Bento Marques

Salvador, 27/07/2005

sábado, 15 de maio de 2010

CONVERSA NO PÉ DO OUVIDO

Está narrativa rola na pequena cidade do interior baiano.
"Hora!... Depois que o marido "deixou" ela não faz outra coisa a não ser abrir as pernas.
"Chi, como você é maliciosa Lulu! Também não é assim". Ah! não é não...respondeu a Lili... então venha ver pra crer.
Saíram em braços dados, percorrendo a praça pública em direção ao "Campo da bola" local em que reúnem os rapazes "peladeiros". Já ao longe se ouvia os gritos e palavrões dos jogadores exaltados. "Vá tomar no..., "Porra"... "Filho da pu..." "Caralho"... e assim por diante. Aproximando-as cada vez mais dos vozeirões, até que um muro de baixa altura fazia parreira. Mas, mesmo assim, elas apoiaram seus braços e contemplaram a visão total do "Campo da bola". Ali jogavam os dois melhores times da cidade em torneio válido para a final. No local onde elas estavam debruçadas sobre o muro, não dava pra ver quem estava sentado abaixo do muro. Elas só ouviram as vozes: "Cara, com uma mulher a tal Mariazinha, largada do marido a bem poucos dias. Você não conhece. É um fodão de mulher, engole uma rola a mais do que um engolidor de espada. Chora e chia na boleta, só quer é mais". O outro diz: "Ah! já sei quem é. É uma magrinha que mora na casa dois da rua de baixo. Ela é muito falada". As duas ouviram a conversa e regalaram os olhos, em gestos de confirmação o que foi dito. Saíram de fininho, voltando para as suas casas em cochichos.
Dentro de um ônibus urbano, encontra-se um individuo com um celular na orelha, respondendo em voz alta: "U que? Fale mais alto? Ah! sim. Encontrou com ela... Você não perde tempo... E aí, mandou ferro... Não subiu, encolheu... Chi!... rapaz... Vá depressa ao médico, a coisa é braba... Você pode broxar novamente, cuide-se, a cachaça lhe mata... Tchau..."Desligou o celular.
Na rua ouvimos o que queremos e o que não queremos . Vemos coisas inusitadas junto ao povo no dia a dia. São comentários e visões que muitas vezes não estamos acostumados a ouvir e a ver.
Nesta cidade interiorana tudo é visto tudo é comentado e sacramentado. Nada escapa sem o povo saber no pé do ouvido. As maledicências das pessoas não têm limites. Porque a falta do que fazer cria imaginações na mente curta e preguiçosa. Uma história cresce na verdade e na mentira.


Álvaro B. Marques

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O LIBÍDO DA MULHER LIVRE

Nem todo o homem sabe usar o seu sexo na mulher e nem todas as mulheres sabem receber o sexo do homem. Mas, mesmo assim, chegam ao orgasmo. Porque o sexo é independente de outros sentimentos humanos. Com amor se faz sexo e sem amor também se faz. Porém, ambos têm o sabor diferente e muitas vezes o desejo não é momentâneo. Tudo começa com a maneira de agir. O instinto sexual do homem conduz a penetração no momento em que ele sente o desejo. E a mulher sente querer a penetração quando seu sexo está pronto para receber. O ato sexual depende muito do casal para a realização plena do orgasmo no princípio e no fim
Acompanhe a narrativa: Maria Amélia é uma mulher igual às outras, mas tem uma particularidade que difere das demais. Quando bem nova, foi iniciada sexualmente com a língua do padrasto todos os dias e o dedo no ânus que seu primo mais velho três anos passava sempre quando estavam em brincadeiras inocente. Tudo sem penetração, sem dor e com muito riso. A mãe nada via, nada sabia. O tempo passou, o padrasto morreu.
“Senti falta da língua e da dederada diária na xoxôta. Meu primo cresceu em altura como seu pênis também. Ficava bem juntos, eu a pegar no seu e ele na minha... Era muito gostosa, uma sensação nova começava a crescer dentro de mim. Certo dia, já despontava peitinhos. O primo apareceu vindo das férias. Logo no primeiro dia, aproveitando a saída de minha mãe fomos “brincar”. Ele agarrou-me e jogou-me na cama da minha mãe. Tirou bem devagar às minhas roupas e beijou meus peitinhos. Sua pouca barba arranhava meus seios virgens, era uma cocêga maravilhosa. Virou meu corpo, fiquei em decúbito ventral. Beijou e acariciou a minha nádega, seu dedo mágico massageou meu ânus. Fechei os olhos para sentir mais o desejo de ser penetrada naquele lugar, era intenso. Abrir as pernas e senti a cabeça do membro rígido a forçar a entrada, até que foi entrando, não senti muita dor porque o prazer era demais. Poucos movimentos ele fez, seu peso era gostoso nas minhas costas, sentia-me protegida. Sua respiração ofegante demonstrava realidade do orgasmo deixado pela primeira vez em mim. Senti um gozo indescritível, creio até ser o motivo pelo qual até hoje tenho o maior prazer em praticar sexo anal. Também, sinto a penetração vaginal mais conceptivo nesta maneira, tenho vários orgasmos. O que mais me incita é vê um pênis quente e gostoso na minha mão. Faço nele loucuras... Realizo-me sexualmente. Não penso no ato sexual as conseqüências e muito menos no tamanho do pênis. Deixo-o ele crescer até o seu limite, o resto é comigo. Eu trato bem o pequeno e o grande. O prazer que eles dão só eu sei traduzir o efeito. Sou fêmea, tenho o que os homens querem... sexo”.

O relato acima comprova as palavras escritas no início deste texto. A prática libidinosa é um ato voluptuoso nem todo o ser humano sabe avaliar o seu prazer. Saiba usar o prazer do corpo que tens e goze os momentos desejados. É um direito seu, é vida, é saúde.


OBS: O nome Maria Amélia é fictício.

Autor: Álvaro B. Marques
SSA, 23.03.2010.


“Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial deste texto. Você não pode criar obras derivadas.”

terça-feira, 11 de maio de 2010

AGÔNIA E EXTÂSE

Reporta a mente o corpo vejo; passo a mão em cima do "papo de pombo", sobre a calcinha cobrindo a vagina quente. Em pé estamos, meus dedos sente a divisão das pétalas macias, úmidas que transmitem cada vez mais calor. Ela parada, sem movimentos com os olhos fixos nos meus, parecendo dizer: Toque mais, mais profundo... Tirei a calcinha, incômoda para sentir mais a pele, o pelo, o sexo. Desci a minha calça com a cueca, meu pênis estava ereto diante do "papo de pombo".Segurei-o, guiei, pincelei a entrada da gruta. Com resistência a parte nobre da cabeça focou, escorregou e firme introduziu na parte tão desejada de Vênus. O calor aumentou, nossos músculos contraíram-se o máximo em flexibilidades corporais, os olhos fecharam para sentir mais a vazão dos fluídos, deixando o corpo inerte. É o momento da vida.
Ficamos assim, parados, unidos, não querendo se afastar do outro. Os corpos quente e úmidos pelo prazer que os movimentos exigiram. No silêncio, só os olhares falam para não ouvir a voz querer mais.
Foi assim que iniciamos, foi assim que terminamos no último encontro. Daí então, nunca mais encontramos. Ficaram as lembranças dos momentos tão especiais que tivemos. O tempo passa, parece que foi ontem, mas os acontecimentos são lembrados e vividos em cada segundo de nossas vidas.
Há! como é bom a união de dois sexos, falam linguagens que somente o corpo entente e a mente reserva. Sintoniza momentos inesquecíveis.

Álvaro B. Marques.