“Tenho 30 anos, sou solteiro, moreno, 1,80m de altura, corte de cabelo baixo, olhos castanhos escuros, 75kg de peso, corpo atlético. Boa formação cultural. Procuro mulher solteira, divorciada, sem filhos ou viúva desesperada. Para futuros relacionamentos.”
Faço sempre este anúncio e coloco no principal jornal da cidade. Dias após recebo várias cartas de candidatas, propondo encontros, troca de fotos e assuntos diversos para estender os diálogos. Até mesmo os homossexuais, o que não é das minhas intenções. Leio todas, mas procuro reservar aquelas que mais me incita sexualmente, em cada palavra vejo a candidata se oferecendo para mim. E isto é maravilhoso em meus pensamentos, torna-se uma masturbação sem praticá-la, é um gozo imaginário. Penso em sexo 24h por dia. Ao terminar uma transa, já penso em outra mulher.
Ao caminhar pelas ruas, deparo com vários tipos de mulheres, cada uma mais interessante que a outra, não escolho sua beleza no rosto, reparo sua beleza física e sensual. Seus balanceios das nádegas e contornos, sua minúscula calcinha a querer entrar no ânus ou na vagina, ou simplesmente a ficar livre. Já não faço mais conjeturas dos seios, esses estão sempre à mostra em vários tamanhos e cores. Sempre a querer saltar das blusas, para querer mostrar que são dois para duas mãos.
Lembro da Cláudia, no quarto, a pedir para tirar sua roupa, “devagar e com muitos beijos nos lugares descobertos”. Incitei-a ao máximo até ouvir pedir para penetrar. Fui inclemente, nossos corpos vibraram.
A Cíntia era ótima, tocava muito bem a flauta.
A Luísa, muito sensual, gostava de sexo anal, chorava quando penetrava, não era de dor, era de prazer.
A Fernanda, muito meiga, seus lábios carnudos, sabiam explorar meu corpo, suas mãos eram divinas, sabiam tocar piano.
Já a Nívia, sua voz era um clamor de erotismo, só em ouvi-la, deixava-me em ereção.
Cibele, ah! minha doce Cibele, em cima de mim parecia uma criança gulosa, sempre a querer mais.
Foram várias que passaram, porém foram estas as que mais me marcaram.
Todas as mulheres na cama não são iguais.
Mas eu não me contentava com as práticas acima. Procurava também o voyeurismo, como necessidade de complementar. No meu apartamento, eu tenho uma luneta de grande alcance, vejo o que eu quero e que eu não quero.
Minha vida é vazia e monótona, torna-se excitante quando estou com mulher. Não tenho companheira fixa, mas também não agarro qualquer uma. Levo um curto espaço de tempo, em conhecimentos, para depois levá-la para cama.
E assim, a vida continua, até quando eu tiver apetite sexual para dar e receber da mulher o que temos de mais puro em nosso organismo, o orgasmo.
Minha história com as mulheres vem do período das idades das inocências; entre os meus sete para oito anos, fui encaminhado por uma prima, Soninha (que já tinha seus doze anos), a iniciar um rápido cunilíngua. A princípio não gostei, sentia muito o cheiro, acre de urina, mas com muita insistência da prima, eu terminei cedendo aos prazeres. Em troca ela fazia o mesmo em mim.
Não tinha ainda espermatozóide, mas sentia uma grande sensação. Nosso ato libidinoso não passava disso, era sempre às pressas, aos sobressaltos.
Um experto já tinha lhe ensinado as primeiras luxúrias. Como todos os atos sexuais, é iniciado na sua própria casa, assim foi Soninha. Mais tarde, soube que foi o notório padrasto o aliciador. Foi flagrado e posto para fora de casa, e a virgindade protegida.
Foi nesta época que pratiquei o primeiro voyeurismo no buraco da fechadura, via minhas primas e amigas mudarem de roupa. Isto era o máximo para mim. Não tenho irmão nem irmã, sou filho único de uma família de descendência só de mulheres. Eu era o predestinado das mulheres, até antes de eu nasceu, eu tinha o estigma das mulheres.
Cresci forte e namorador, no meio de várias mulheres, nenhuma delas despertara-me paixão, nem sentimentos de tê-la unicamente. Tenho como amigas e companheiras sexuais.
Minha primeira transa foi com uma mulher de idade superior a minha. Com ela aprendi o que é sexo.
Magnólia era seu nome, senhora discretíssima, viúva, corpo escultural. Terrivelmente carente de sexo. Foi minha professora de recuperação
Três meses foram de reforços escolares, três meses de prazeres luxuriantes. Com três meses tornei-me um homem. Quando o curso acabou, estava mais magro e Magnólia, mais dona de mim. Ela não queria que o curso acabasse. Foi necessária a intervenção da tia Filó, a meu pedido, mas o segredo permanece entre nós. Deixei a cidade interiorana e fui estudar na Capital.
Aí, novas aventuras começaram...
CONTINUA O CAPÍTULO II – LOGO ABAIXO
CONFISSÕES DE UM HOMEM NORMAL
Parte II
Na Capital, fui morar na casa do meu tio Fernando, irmão da minha mãe. Homem rígido, muito religioso no Catolicismo, praticante, quase um beato. Fazia questão que todos da família fossem à igreja aos domingos e dias santificados. Procedimento que eu não sabia e se soubesse não iria morar com o “dito cujo”. Pois eu ainda não tinha religião, não fui educado dentro desse princípio. Meus pais deram-me ótima educação, eram católicos, mas não me obrigavam a ser. Ensinaram-me a amar e respeitar o Catolicismo e jamais ser fanático por qualquer religião.
Assim sendo, estranhei o comportamento ortodoxo do meu tio, logo nos primeiros meses de estada naquela casa. Sua esposa, mulher gorda, muito gorda. Tudo pedia explicação ao marido. Tinha três filhas, três rosas a desabrochar no lar triste e vazio. Eu fui á alegria das três priminhas. Suas idades refletiam o que seus pensamentos rodeados de sonhos e fantasias fazem da vida dos adolescentes redemoinhos inseguros. Ainda mais com os pais nada conciliadores.
Fui estudar no “cursinho” para fazer, no final do ano, o vestibular, desejava ser advogado. Mas, não é essa parte de minha vida que eu quero contar. Vou falar do lado exclusivamente sexual que tão fortemente muda a minha maneira de ser.
Sabendo da natureza e da vida familiar dos meus tios, fui adaptando-me ao meio. Sem muito aceitar as suas exigências religiosas. Ele sabia que eu não era católico praticante. Como também não sabia das minhas aventuras sexuais. Se soubesse jamais ele consentiria a minha morada em sua companhia. Tinha três filhas virgens e não admitia casá-las sem serem virgens diante do altar. Se isso acontecesse, fatalmente ele expulsaria da sua casa. Respeitei os seus exageros e o seu lar. Porém foi muito difícil controlar meus impulsos diante de três lindas ninfas à espera de Psiquê (deus do amor).
Nesta época, tinha meus dezoito anos. Vivia nos arroubos da juventude e morando numa cidade grande, tudo era novidade e encantamento. Nesse período, foi crescente a minha luxúria. Até então, eu não sabia que o meu apetite sexual era mais forte do que o normal do homem. Era um assunto que eu não revelava a ninguém, não compreendia a realidade, achava-me jovem e galante. Tudo para mim era fácil. Meus estudos e minha estada na casa do tio Fernando eram pagos por meus pais e nada me faltava. Somente os desejos sexuais assaltavam-me à mente ao ver uma mulher. Não era qualquer mulher, teria que ter algo para despertar a sanha do lobo adormecido.
Na casa do meu tio, eu tinha um quarto ao lado do seu, separado apenas por uma parede. E certa noite, ouvi um chocalhar, parecendo de molas espirais que certas camas têm, é provocado por movimentos de vai e vem em cima do colchão. Em sobressaltos, levantei o corpo para ouvir melhor, foi meu tio transando com a tia gorda; ela aos mugidos em deleites prazeres e ele a cavalgar. Era ouvir demais para um carente como eu estava. Apelei para a covardia, cinco contra um e só larguei quando cuspiu. Naquela noite só tive sonhos eróticos.
No dia seguinte, deparei com minhas priminhas, logo bem cedo, sorridentes, frescas como flores
Prossegui a minha vida de estudante e meio católico. Na rua, dentro do ônibus, evitava viajar em pé, para não ter que passar vexame diante de uma ereção provocada por uma “bolinagem”, isto é, eu me encostar em uma mulher e vice-versa.
No “cursinho”, tinha várias colegas, somente duas despertavam-me impulsos sexuais, Carmen e Marisa. Ambas provocantes e sensuais não eram o meu tipo, mas despertavam-me constantes ereções aos vê-las.
Sabendo-as que eu era bom em História, pediram-me um reforço nessa matéria, em sua casa ou na biblioteca, a escolha seria minha. Claro que escolhi a sua casa, era mais conveniente para o meu propósito. Ambas em dias alternados.
Iniciei com a Carmen, garota sapeca, logo no primeiro dia, apresentou-se com um palmo de short e uma mini-blusa transparente, mostrando tudo que a natureza lhe deu, só aquela visão tirou-me do sério. Apresentou-me a mãe e segurando em minha mão, caminhou para o seu quarto. Fechou a porta e logo a seguir andou em direção a uma escrivaninha. Sentamos, o livro foi aberto, o caderno posto à mesa. O reforço começou sem muito interesse da parte dela. Seguimos assim nesse preâmbulo, até que minha mão pousara na sua, um beijo rápido seguido de um forte abraço; iniciamos o novo reforço. Nada naquele momento, apartara os nossos sentidos, a luxúria tomou conta dos nossos corpos, já nus e destemidos. Foi uma loucura, seguida de várias outras vezes de trepadas em dias de semana naquele quarto. Do reforço escolar em História, só restou essa gostosa lembrança.
Não foi possível permanecer por muitos dias o reforço com a Carmen, a Marisa já estava cobrando-me o seu reforço na sua casa, e eu não podia mais adiar. Fui ao seu encontro na hora combinada. Lá aconteceu a mesma apresentação que tive com a Carmen; o short, a blusa e a mãe, tudo parecia igual, só o corpo é mais avantajado do que o de Carmen. Ela, cor de canela, cabelos longos e pretos, um tipo Iracema de José de Alencar. Seu porte e dotes físicos ressuscitam qualquer morto ao passar diante de um cemitério. Um presente dos deuses para um desgraçado de sorte como eu.
Deu início o reforço, também no quarto da Marisa todo pintado de rosa com móveis brancos e detalhes em vermelho. Parecia que eu estava dentro de um mosaico. Sentamos em uma pequena mesa, abrimos a matéria, caneta e caderno em mãos, eu lendo, ela escrevendo. Em dado momento sorrimos, a porta do quarto abre e repentinamente surge sua mãe com refresco e salgados. Falamos pouco, a mãe deixou-nos e a porta foi trancada por Marisa. Ao voltar, diante de mim ela foi tirando suas roupas, revelando um corpo escultural e ao mesmo tempo falando que desejaria que eu fizesse o mesmo ou mais que fiz com a Carmen. Diante de tamanho quadro não resisti; abracei aquele corpo em chamas e devorei com beijos até os lugares mais reservados. Em segundos estava nu apossando a deusa de ébano. Em agonia e êxtase chegamos aos orgasmos múltiplos.
Como sempre, não procuro companheira fixa, quero estar sempre livre e disponível para as minhas transas serem mais liberais possíveis.
O tempo foi passando e outras mulheres passando os seus grelos em minha rola. Ela já não podia mais fica de cabeça baixa por muitas horas, sem sentir o cheiro acrinoso de uma apertada vagina.
Evitava o máximo ficar a sós com uma das minhas primas, principalmente a Nívia. Todas as vezes que a encontrava meus pensamentos eram de sacanagem, perturbava-me o resto do dia. Pouco eu via dentro de casa, as “meninas” como eram chamadas, tinham suas obrigações do lar, no colégio sob a direção de freiras e também na igreja com os pais aos domingos e dias santos. Meus horários de saída e de chegada em casa do tio não coincidiam com o das “meninas”. Elas estavam sempre no quarto ou conversando com a mãe. A vigilância dos pais com elas era extremosa. Isto era uma barreira para qualquer tentativa da minha parte. Limitava-me aos pensamentos eróticos.
Até que numa bendita noite, auxiliado pelo deus Baco, encontrei Nívia na cozinha, bebendo água. Eu também estava com sede, e no momento em que eu estava bebendo água, meus olhos percorreram aquele corpo vestido em uma camisola transparente e muito sensual. Trocamos palavras desconexas e aproximando nossos corpos até chegarmos bem juntos. Segurei suas mãos frias e trêmulas. Encostei meu rosto no seu, senti o calor no rosto e nas suas mãos. Abracei seu corpo suavemente, sentindo toda a vibração do seu corpo no meu. Foi o início da profanação, o tão desejado momento em que nem todos os homens têm esse privilégio, só em sonhos. Minha rola estava para rasgar a calça, não tinha como segurar o impulso. Beijei seus lábios, extraí seu néctar, aspirei o máximo. Nossa respiração tornou-se única, minhas mãos correram contornos virgens do corpo sequioso, explorou e estremeceu. Nesse momento deu-se um miado de gato, assustou-nos. Separamos os corpos e veio a realidade do fato que iríamos cometer. Ela saiu apressadamente e eu sem ação, retornei ao meu quarto, vi o dia clarear.
Uma nova manhã se abriu no céu azul. Levantei cedo, ninguém da casa estava em pé, fui apressadamente pegar um ônibus. No interior do coletivo lotado, deparei com uma garota de uniforme colegial, ela sentada no banco da frente. Trocamos olhares e logo ela pediu-me para segurar os meus livros, eu prontamente lhe entreguei. Colocou-os em seu colo e eu aproximei mais o meu corpo junto ao dela, eu em pé, ela sentada, fiquei na posição tal que meus órgãos sexuais estavam encostando-se ao ombro direito da garota. Não tinha como sair daquela posição, incômoda e ao mesmo tempo gostosa.
Ela sentiu o drama e discretamente olhou-me com um sorriso de Madona. Era o sinal de aprovação, mas, para mim vexatório, em cada parada o ônibus enchia mais e mais e o movimento do veículo cheio de passageiros fazia mais pressão no meu corpo. Estava a excitar e começando a enrijecer minha rola. Nesse momento, pedia a garota meus livros, ela deu-me e levantou-se do assento para em seguida pedir sinal da parada. Nesse lance, seu rosto passa bem perto do meu, senti seu perfume, suave, igual a margarida. Foi um alívio essa decisão, tirou-me do sufoco. Perguntei se podia acompanhá-la, acenou que sim.
Acompanhei seus passos, reparei que ela não era bonita, também não era feia. Tinha seus dezessete anos, morena, olhos grandes e brilhantes, cabelos lisos curtos, altura mediana. Para quem tinha passado a noite em claro e não pode realizar uma desejada transa, essa garota logo pela manhã é um ânimo para uma nova conquista. Reanima qualquer derrotado. Caminhamos juntos, perguntei se estávamos longe do seu colégio. Ela disse-me que não, antes de ir ao colégio iria passar na residência da colega que ficava ali perto. Tudo bem, respondi. Fomos de frente ao prédio de três andares. Passamos pela portaria e entramos no elevador, agarrei a garota pela cintura e beijei o rosto, boca pescoço com fúria, nesse momento o elevador pára e abre a porta, não entra ninguém, ela puxa meu braço e saímos do elevador. Ficamos diante da escada de serviço no último andar, descemos poucos degraus e tornamos a iniciar a putaria. Meti a mão embaixo da saia e arranquei a sua calcinha, partiu-se, tirei a rola da calça e mandei que ela se encostasse na parede e abrisse as pernas. Foi de um golpe só, ficamos assim por minutos até que gozamos apressadamente. Ouvimos passos, refizemos nossos modos. Descemos mais escada e ela tocou a sirene do apartamento 204, abriu a porta e deparamos com Aline sua colega. Não entramos, pegamos o elevador e saímos do prédio. Na rua, fui apresentado a Aline e seguimos para o colégio. Já eram nove horas, início do “cursinho”, estava atrasado. Peguei outro ônibus e fui estudar.
Os meses passaram rápido, dificilmente eu via a Nívia, quando acontecia ver, ela estava com as irmãs ou com os pais. Várias noites ia à cozinha na esperança de vê-la. Não ia procurá-la no seu quarto, ela não dormia sozinha. Havia suas irmãs, esperei nova oportunidade ou ela ou uma das suas irmãs.
Eu tinha um hábito de deixar os livros e cadernos em cima da mesa da sala, quando chegava da rua. E logo ia par ao meu quarto ou se tivesse o que fazer outras coisas, para mais tarde apanhar os livros. No espaço desse tempo, uma das minhas primas colocou um bilhete dentro do caderno com os dizeres: “Hoje à noite, não feche a porta do quarto”. Fiquei confuso sem saber qual delas foi a autora. Lembrei de Nívia, seria ela? Com ansiedade chegou a noite e lá para as tantas, deixei quase fechada a porta e deitei-me na cama, logo adormeci. Senti um movimento na cama, acordei com uma mão macia e fria no meu rosto. Não era Nívia, era sua irmã Nádia, disse-me: “Você não sai dos meus pensamentos, quero ser sua”. Nada respondi, em silêncio pensei: “não devo deflorá-la, mas vou profanar esse santuário”. Antes que outro faça.
Ela já estava pronta, esperando a minha reação, meus lábios procuraram por vários caminhos do seu corpo o local exato do prazer, minha língua explorou o papo de pombo que foi aberto sem eu pedir. Procurei o pêndulo endurecido, brincamos como duas crianças de pega-pega. Até que um jorro de néctar é transbordado. Seu corpo estremeceu, sua respiração aumentou a aceleração do coração e após uma pausa sua mão procurou minha rola, estava em completa ereção, ela a doce mel, colocou-a em sua boca e fez uma chupada que nem o anjo da boca mole sabe fazer. Foi o máximo, tive tonturas por segundos. Voltei a forma e ela queria mais, limitei a beijos e carícias. Paramos os gestos, e ela disse-me que a Nívia contou para ela o nosso encontro na cozinha e ela queria sentir o prazer (quando se trata de sexo, certas mulheres não sabem guardar segredos de cama, fala com as amigas e geralmente perde o homem). Eu disse-lhe: “nada fiz com sua irmã só trocamos beijos”. “Mas eu quero mais” – respondeu-me. Aí pensei!... Se não faço essa caridade agora outro irá fazer e eu vou lamentar pelo resto dos meus dias... Meu tio que vá pra porra... Vou abrir a porta do sacrário. Este é um dos momentos que o homem e a mulher jamais esquecem, em qualquer circunstância.
Antes de terminar a noite, Nádia foi para o seu quarto e eu caí no sono.
Na manhã seguinte, fiz o meu roteiro habitual, pra dois dias depois fazer o tão esperado vestibular.
Passei no vestibular para ingressar numa Faculdade Pública Federal, e estudar advocacia. Era meu sonho, advogar. Fui parabenizado por todos amigos, colegas e familiares. Fui ver meus pais no interior, lá tive outra recepção festiva com vários colegas de infância. Vi a prima Soninha, com neném e relembrei nossas sacanagens, tempo bom.
Conversei com meus pais, sobre a minha morada na casa do tio Fernando e preferir sair de lá, para morar de aluguel num apartamento em divisão de despesas com outro colega. Eles concordaram e logo na semana seguinte retornei à Capital e conversei com meu tio Fernando. Com surpresa lamentou mais aceitou a minha saída da sua casa e desejou-me felicidades. As “meninas” vieram falar comigo e eu deixei meu endereço com elas. A Nívia e a Nádia só demonstraram tristezas, disse a elas que tornaria a vê-las o mais breve possível, deixei também meu telefone.
Já na nova morada, em prédio de apartamentos, sinto-me com mais liberdade e com mais responsabilidade diante do meu futuro. Porém queria inaugurar a nova morada com uma mulher, e se possível transando. Com esse pensamento fui à caça. No próprio prédio haveria de ter, só dependia de tempo e oportunidade. Dito e feito, no prédio de apartamentos as pessoas só se conhecem dentro do elevador, inicia com um simples “bom dia” ou “boa noite”. Algumas pessoas revelam-se educadas, outras silêncio total, medo de relacionamento. Nesse vai e vem do elevador, eu encontrei com uma tremenda gata, simples e tentadora. Descrevê-la a imagem seria pouco para o muito que ela encheu meus pensamentos de erotismo. Parece incrível, não consigo ver uma mulher sem a visão erótica, será que isso é uma doença? Se for, é uma doença boa e gostosa, leva-me sempre ao orgasmo e não está prejudicando a minha saúde.
Ela estava carregando um cachorrinho Bigol e a dona fazendo mimos. Só tinha eu e ela dentro do elevador, cumprimentamos com um “bom dia” e o elevador subiu, ela apertou o botão para o sexto andar e eu para o quinto. Cruzamos nossos olhos e eu perguntei se o cãozinho era macho ou fêmea, ela disse: é fêmea, eu disse: é uma gracinha, e o macho você tem? Ela disse: não tenho, ela ainda não está no cio. Quando estiver, avise-me que eu consigo o macho. Ela sorriu, moras aqui? Sim, no quinto andar, apartamento 502. A porta do elevador abre e ela sai, não reparei que estava no sexto andar, apertei o botão do quinto para descer, o elevador subiu. Amarguei o tempo de subida e de descida até o quinto andar. Saltei e fui para o meu apartamento. Ao chegar, o interfone interno toca, eu pergunto: quer falar com quem? A voz cheia de veneno diz: “quero um macho para minha cadelinha”. Logo lembrei da garota do elevador e disse-lhe: “Venha no meu apartamento que te dou o macho”. Ela respondeu: “Está sozinho? Posso ir mesmo?” Sim, estou livre. Respondi.
Meia hora depois, a sirene toca, olhei no olho mágico da porta e vejo a minha gracinha nos braços da dondoca da garota. Abro a porta e peço para entrarem. Elas entram e a cadelinha vai para o chão. Sentamos e dialogamos como bons vizinhos. De calça comprida e bem torneada dava para mostrar o bem modelar corpo e uma minúscula blusa cobrindo os seios. Era bom demais para os meus olhos, é necessário conferir. Sentei ao seu lado e formulei, se desejaria beber alguma coisa, ela diz não: “Não bebo, pratico ginástica, cuido-me”. Isso é bom, respondi. Mantemos esse diálogo, eu já estava junto dela, sentado com as mãos segurando as suas. Senti uma nova comunicação, abraçamos aos beijos. A princípio ternos, depois em sofreguidões. Ela tirando minhas roupas e eu tirando as roupas dela. Do sofá não saímos, uma longa putaria começou. Não resisti ao ver aquela bunda, acariciei para ver a reação dela, ela já estava segurando com gula a minha rola, eu virei seu corpo, ela mostrou novamente a bunda, beijei seu corpo de costas e enfiei o dedo no ânus, ela abriu as pernas, lisas e macias. Penetrei nos caminhos sinuosos, deu dois gritos. Parei... Pediu para prosseguir, completei a jornada, até o gozo. Fomos ao banheiro, lá completamos compenetração vaginal, ela montava o cavalo, eu em pé segurando seu corpo agachado na minha cintura. Ao terminar, voltamos para o sofá e novas posições completaram os nossos desejos.
Cansados e suados paramos, para dar fim a uma seqüência de agitações do corpo e mente no abraço da vida. Despertou-nos foi o latido da cadelinha, voltamos à realidade.
Novas semanas seguiram e outras mulheres estiveram no apartamento. Quando eu estava usando o apartamento com mulher, o meu colega não entrava. Fizemos um acordo e um sinal na portaria. Cada um respeitava a sua privacidade, tudo era OK.
Levei a fundo meus estudos, três vezes ou mais por semana, dependia da minha disposição e caçada eu tinha relações sexuais.
Sempre quando possível ia á casa de tio Fernando. Era uma alegria ver todos principalmente as priminhas, já caminhando par a idade adulta. Elas, Nívia e Nádia prometeram visitas. Estou esperando-as, avise-me com antecedência. Nos meus pensamentos já fervilhando gostosas sacanagens.
Só acho estranho eu não engravidar nenhuma mulher, não usava camisinha e não sabia se elas usavam qualquer remédio ou controle. Para mim não tinha importância, só queria e quero é “fuder”. Satisfazer meus instintos, o resto acontecerá. Resolvi ir ao médico, fiz exames, foi descoberto que meus espermatozóides não eram bons nadadores, antes de chegarem perto do útero morriam, eram fracos. Eu não engravido nenhuma mulher. Fiquei feliz com a notícia. Não seria pai e não queria fazer tratamentos médicos. Enquanto eu tiver ereção e poder dar “leitinho”, vou vivendo e praticando as minhas putarias.
Hoje, tenho trinta anos, continuo a ser solteiro, recebo uma média de 25 a 30 cartas por mês em respostas do anúncio que faço no jornal. Esta é a maneira pela qual fujo da solidão e ao mesmo tempo relaciono com vários tipos de mulheres. Vivo dessa maneira, sou feliz.
Penso o que não faço...
Realizo o que não penso...
CONTINUA CAPÍTULO III – LOGO ABAIXO
CONFISSÕES DE UM HOMEM NORMAL
Parte III – Corpo Ardente
É manhã de domingo frio. Faço o que sempre gosto de fazer, caminhar muito, dentro do parque e respirar a plenos pulmões o ar bem fresco das árvores a seu redor.
Nesta manhã, nem tudo foi igual. Uma pessoa chamou-me a atenção. Uma mulher alta, morena, com roupa colada no corpo suado em gostosos contornos, delineando os caminhos perfeitos de uma atleta, em querer moldar seu corpo.
Aproximo-me em passos largos e decididos, cumprimentando-a, e ela com sorriso, faz gesto com a cabeça, em resposta. Não sei quantos minutos fiquei parado em êxtase, vendo aquele corpo sumir dentro do parque. Imagem nunca esquecida.
Tempos passaram, vou sempre ao parque e não vejo aquela mulher.
Ao entrar no banco e me inteirar em uma fila, deparei-me com a tão desejada mulher, ao fitar-me reconheceu, e o mesmo gesto com a cabeça cumprimentou-me. Foi o bastante para ascender o vulcão, já adormecido em mim. Trocamos poucas palavras como também os telefones. O caminho já estava feito.
Passaram dois dias e resolvi ligar, chamei pelo nome e a voz respondeu “tudo OK!”. Marcamos o encontro, após o jantar, fomos esticar mais a noite em uma boate e lá para as tantas, fomos ao motel, nada neste mundo seria ao contrário.
Sem palavras, somente os gestos de carinho, com as mãos são necessários para prosseguir no percurso face–cabelos.
Meus lábios procuram ávidos os seus. Beijo-os ao entreabrir sua boca, sugo-o, para ir de encontro à língua, quente e úmida. Assim ficamos alguns minutos, um querendo engolir o outro, na maneira mais selvagem possível. Descolamos, beijei seu pescoço. Ah! que cheiro de jasmim. Passei com a língua nesta área e com beijos fui descendo, até encontrar seus fartos seios, firmes e convidativos (é a parte mais limpa da mulher), com a língua procurei seus mamilos, duros e cheirosos. Ali descansei minha cabeça, voltei a ser neném.
Entretanto, a ânsia não me deixou deliciar por muito tempo o repouso do guerreiro. Fui descendo os lábios até o umbigo, explorei-o, o seu corpo estremeceu, suas mãos agarraram com força minha cabeça, levando-a mais para baixo. Senti o calor muito forte naquela região e fui de encontro às duas pétalas, quentes e úmidas convidando-me a entrar e solver o seu néctar. O cheiro característico de fêmea era presente. Abri as pétalas e com a língua procurei ir adiante à procura do pêndulo, com calma conversamos e nossas idéias foram explosivas, dentro de um espaço tão pequeno. Momentos após, senti um jorro quente inundar esse espaço. Foi o êxtase de se libertar do cativeiro, chamado néctar do amor. Logo a seguir penetrei meu apêndice nas pétalas térmicas e macias. Meu corpo agitou e contraiu-se em deleito, dentro do vale do prazer.
Cansados adormecemos...
Álvaro Bento Marques
Salvador (BA), 16/05/2005
CONTINUAMOS NO CAPÍTULO IV – LOGO ABAIXO.
CONFISSÕES DE UM HOMEM NORMAL
Parte IV
O tempo transcorre veloz como uma ave no céu aberto à procura do seu destino ou a caminho de uma nova migração. Assim prossigo na certeza de que o amanhã será um novo dia.
Faço exatamente, hoje, 50 anos, idade do início do outono da vida, a estação das mudanças. Nada me arrependo de não ter feito até agora, e muito eu tenho feito para ter no futuro uma vida sólida, porém solitária.
Na profissão que escolhi, Bacharel em Direito, tenho muito a proteger e defender aqueles que não têm conhecimento dos seus direitos por lei, estou entre o bem e o mal. O que nem sempre o peso da balança da justiça é colocado em proporções iguais.
Mas, o que mais gosto é trabalhar em causas de mulheres em situações desesperadoras, obviamente as que são largadas pelos maridos ou companheiros. Com essas dou maior apoio, pois serei gratificado nas minhas solicitudes antes e após causas ganhas. Por força da profissão, o advogado tem que ser experiente, boa lábia, carisma principalmente com as mulheres, cínico e um pouco honesto. Esse é o meu perfil, felizmente me dou bem com a profissão.
Continuando a narrativa da minha vida sexual, o que é objetivo principal dessa história. Volto a relembrar dos penúltimos acontecimentos. Já não moro no mesmo apartamento em que eu rachava as despesas com o colega. Ele casou e eu tive que devolver o imóvel. Fui morar em outro apartamento, bem perto do Fórum, menor, porém bem mais decorado (isso impressiona as visitantes) de minha propriedade. É o que moro atualmente.
Mantenho os mesmos hábitos que tinha antes, faço meu acondicionamento físico duas vezes por semana e continuo com a obsessão pelo sexo feminino. Creio que a deusa Afrodite predestinou-me, não tenho como evitar, só lamento que a velhice vem chegando e até lá meu apetite sexual irá diminuir bastante. Já não uso mais a língua para estímulo do cunilingue, não tenho companheira fixa, uso camisinha por força das doenças incuráveis, passei a usar agora depois dos quarenta anos. Não gosto, incomoda o pênis, não sinto a penetração normal. Mas, no ato não me lembro de doença, só quero é sentir e provocar o orgasmo na mulher, para alcançar esse clima sou paciente e muito carinhoso dos pés à cabeça, excito-a.
Lembro-me que tive relações por três meses com uma mulher de
Continuei a ter vida sexual bastante descontrolada. A vida de solteirão criou-me hábitos narcisistas e muito perfeccionistas. Uma situação que eu vim a compreender agora na idade madura. Isto dificulta muito o relacionamento com qualquer companheira. Tive três experiências de convivência e todas desastrosas. Sou muito realista com minhas atitudes e por isso modero os meus ideais.
Certas mulheres deixam marca no sentimento do homem de tal forma que vira e mexe relembro de fatos. No meu caso, foi a prima Nívea. Não pelo fato de ter tido relações sexuais com ela, mas pelo simples motivo de atração
Na noite de sexta-feira, naquele antigo apartamento, recebi um recado da portaria do prédio que uma moça de nome Nívea queria falar comigo.Dei permissão para subir, eufórico e surpreso, arrumei rápido o apartamento e logo a sirene tocou. Era ela, o desejo personificado, o pecado que não tive, o medo de não a ter, o adultério não cometido, o crime não revelado. Tudo isso estava ali diante de mim. Com sorriso, convidei a entrar, seu perfume exalou no ar. Cumprimentamos com abraços e beijos normais, sentamos e falamos sobre nossos parentes. Ao admirar seu rosto, notei amadurecimento e mais realce na beleza, o mesmo corpo suave e provocativo. Ela é bem mais nova, tem dez anos a menos do que eu, um Pitéu de mulher. Houve momento que ela perguntou-me: “se eu desejaria viver a vida toda sozinho”, lhe respondi: Já me acostumei, não pretendo mudar, não adaptaria sendo ao contrário. Ela olhou-me e disse: “ainda não esqueci daquela noite na cozinha da minha casa, lembra-se?” Eu respondi: Claro, ainda tenho vivo na mente. Só que não complementamos, aqui não tem gato nem outro animal. Podemos reiniciar o que não terminamos. Aproximei do seu corpo sentada no sofá, e beijei a sua mão pousada na cabeceira do sofá. Olhei bem perto dos seus olhos, vi minha imagem. Beijei seus lábios com ternura, colei meu rosto ao lado do seu e ela murmurou no meu ouvido: “eu sempre te amei, nunca te esqueci”. Eu disse-lhe: Estás em meus braços, é tudo que quero nesse momento. Mas não posso tê-la unicamente.
Tiramos a roupa sem muita pressa e envolvemos os corpos ávidos de desejos. Em surpresa o “Astrobaldo” não subiu, fiquei nervoso e preocupado. Logo agora, pifei?... Ela notou, iniciei com as preliminares para ver a reação, nada, o “Astrobaldo” triste com a cabeça baixa, desolado. Eu envergonhado, nunca tinha acontecido aquilo. Que houve?... Procurei acalmar meus pensamentos, levantei e fui beber água. No percurso, lembrei que ela era a única mulher que eu esperava com muita ansiedade esse momento. Eu a tive sempre no meu pensamento e por isso, na hora “H” houve um bloqueio sexual, motivado pelo nervosismo e a ânsia de possuí-la, juntamente com o stress do trabalho, nocauteou o “Astrobaldo”. Voltei para junto dela e formulei nova conversação para afastar dos meus pensamentos o triste lance. Fomos para o quarto, enrolamos na mesma toalha. Ficamos assim por alguns minutos, até que o “Astrobaldo” reanimou-se e a ereção veio total. Completamos o ato no silêncio, só as nossas respirações e os movimentos dos corpos fizeram ouvir. Realizamos o ato sexual como se fosse a primeira vez, nossos corpos e mente fundiram-se.
Na manhã seguinte, acordamos cedo e nos preparamos para sair, foi nesse momento que ela disse: “Também não tenho compromisso com nenhum homem, vivo do meu trabalho de dentista e tenho muitos amigos e amigas. Estou bem com a vida. Sei que se eu me juntasse a você não seria feliz. Melhor assim, guardarei sempre você na lembrança”. Respondi: Não sei o que são sentimentos para ter alguém a fazer parte da minha vida. Uso o sexo como necessidade orgânica e complementar para viver. Se estou lhe ofendendo, perdoe-me, é a minha verdade. Amo-te da minha maneira.
Caminhamos para a saída do prédio e despedimos com “até breve, cuide-se”.
No vazio da minha solidão procuro recapitular.
Penso o que não faço...
Realizo o que não penso.
FIM
Álvaro Bento Marques
Salvador, 27/07/2005
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