Às vezes é necessário sair da rotina do trabalho, do hábito no lar do percurso das caminhadas, do domínio da leitura religiosa e por vezes passamos os olhos naquelas palavras que não somos acostumados a ler mas que bole com os sentimentos adormecidos, irreveláveis no mais pacato do ser humano. É o despertar da palavra sensual produzida no livro, na mensagem carregada de efeito erótico. Toda essa imaginação nos leva ao desejo do corpo e a praticar o que a mente ordena. O instinto sensual humano é muito criativo e voluptuoso basta o olhar para o pensamento criar imagem. A sexualidade coloca a pessoa no avesso e o ato acontece convulsivamente. Leia está história...
O telefone toca, a voz é conhecida que diz docemente “venha me ver” respondi imediato; dentro de meia hora. Ao chegar, bato na porta e recebo um abraço e um rosto para o beijo de boas-vindas. Permanecemos abraçados a porta fecha com os pés para não separar a mão do corpo querido. Nossos olhos se olham com ternura e os lábios se encontram na certeza do querer um ao outro. A mão começa a ter pressa e às roupas vão saindo lentamente do corpo ávido de desejos. No caminho as peças ficam em direção ao quarto que lá está a cama a nossa espera. Beijos em sôfrego no corpo quente e desejado, os olhos fecham para sentir mais a gostosa emoção. Nossos desejos estão concentrados na penetração e recepção em querer juntos na formação de um corpo. Os movimentos se aceleram em ritmo de vai e vem com as respirações cada vez mais aceleradas, somente param quando o orgasmo percorre o seu caminho. Fez uma pausa nos corpos molhados de suor produzido pela energia liberada. Ficamos juntos até ter certeza de que tudo aquilo é realidade em não querer afastar o corpo. Naquele instante não aceitamos nem pensar o que somos. Só queremos mais tempo para ficar juntos e sentir o mesmo frenesi do amor da história mais antiga da palavra amante.
Álvaro B. Marques SSA, 08.11.2011
Álvaro B. Marques SSA, 08.11.2011