Álvaro B. Marques SSA, 08.11.2011
textoseróticos
este blog tem como finalidade o comportamento humano em relação ao ato sexual, tão prazeiroso, intuitivo,sem preconceito, genérico e muito necessário para a saúde. O pensamento reflete na sensibilidade quando incita o corpo. É o momento único da vida.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
LIBERTINAGEM
Álvaro B. Marques SSA, 08.11.2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
IMPULSO DESEJADO
O desejo humano não tem regra pré-estabelecida, é conseqüência natural do momento. Principalmente quando se trata de sexo, aí então, o impulso fala mais alto e o corpo reage em atitude descontrolada.
Tudo inicia com o olhar, vai para a mente e automaticamente às mãos reagem no corpo imóvel da amada. As mulheres adoram mãos que exploram cada centímetros do corpo delas. Basta ser o amante suave começa de leve,aumenta gradualmente a pressão, com a ponta dos dedos percorre a nunca, toca as pálpebras com delicadeza, dedica-se a orelha uma mordidinha bem de leve. Aproveitando a proximidade da boca, enfia a língua nos dela, beija com desejo.
Da cabeça, parte para o pescoço em movimento de vai e vem com controle no impulso para não deixar marcas na pele sensível, lambe e acaricia com os dedos, ocupa-se dos seios, já endurecidos, suga os mamilos delicadamente, brinca com os biquinhos como se fosse neném. A mulher adora ser venerada é julgada Deusa. Neste momento repare as reações dela, veja o quanto de receptividade ela mostra para lhe oferecer.
Sim, os preliminares foram perfeitas, o caminho estava aberto, agora é só o ato supremo pode levar ao orgasmo perfeito. Pois segue passo a passo como manda o clube dos que sabem fazer tudo o que delas gostam! Considera-se o bom de cama, o profundo conhecedor da genitália feminina, o praticante especial do cunilíngua.
É conhecedor dos seus instintos, mas não confia muito. Por isso, pergunta sempre, na dúvida se está agradando, se aquela é a posição certa, se há algum desconforto, se ela chegou primeiro ou depois dele. Esses são os procedimentos normais do homem não acostumado com a mulher, a maioria nem fazem pergunta, só querem jogar duro e sair mole. Bom garoto. E esquece que a sua companheira também merece sentir o orgasmo.
Veja esse outro caso, relato de uma mulher: Tudo aconteceu tão rápido, tão impensável que ainda não acredito que tenha sido eu, penso até que foi um sonho. É sábado, dia de todos os acontecimentos, bons e ruis. Ainda mais para uma mulher separada e carente como eu, desejosa por badalações e novas companhias.
Recebo um telefonema de Carla, convidando-me para irmos a festa de aniversário de uma amiga. Era o que eu queria. Lá para as 10hs. Fui me produzir, coloquei um vestido leve e transparente, estava na porta do prédio onde moro a espera da Carla. No horário combinado chegou, entrei no carro e fomos parar enfrente ao prédio de apartamentos onde mora a amiga. Ao entrar na festa, sentimos a música e o falatório dos convidados. Fui apresentada a anfridriã e a todos, comecei a fazer parte da festa e não reparei quem chegava. Em certo momento, senti que alguém estava me olhando e vi dos olhos felinos, masculinos, querendo engolir meu corpo inteiro. Não dei muita importância é natural em festa. Em seguida fui ao banheiro, retocar a maquiagem, ouvi o trinco de porta bater e do espelho dava para ver quem estava chegando, lembrei que não tranquei a porta e vi pelo espelho os olhos felinos, na mão um copo ainda ao meio de bebida pousando sobre uma peça do banheiro. Voltei o meu corpo para a porta e sem voz, fiquei sem mobilidade, seus braços já estavam na minha cintura, puxou contra si e seu rosto colou com o meu. Levou meu corpo até a pia e colocou as mãos sobre os meus seios, apertou simplesmente e desceu pelas coxas, rasgou e arrancou a calcinha. Eu gritei em protesto, não muito alto. Ele agarrou meus cabelos e puxou para trás, chupou meu pescoço. Doeu, continuou doendo. Aquele bruto, animal! Ele tentava levantar o vestido, eu não ajudei, ouvi a seda rasgando, momento antes de ser colocada de quatro no chão e ser penetrada com força por trás. Ah, ahhh que animal. Lascou e senti a penetração profunda. Em poucos movimentos ele parou e virou meu corpo para penetrar na vagina, úmida e desejosa. A penetração foi rápida, senti seu pênis bater na parede do útero, uma pequena dor senti misturada com indescritível prazer. Eu o arranhava e beijava, Ele me feria e suava, seu cheiro era doce e forte, suas mãos me apertavam, estava faltando ar em meus pulmões. Ele parou e nossos orgasmos foram intensos e únicos. Ele desabou sobre mim quando acabou, fiquei lá deitada sentindo o peso do homem bem mais alto que eu e a respiração ofegante. Levantou-se e saiu apressadamente, fui me compor, retoquei a maquiagem novamente e sai do banheiro. Fui violentada, fui estuprada.
Na realidade, todas as mulheres desejam ter um caso com um cafajeste, real ou imaginário, com porrada ou sem porrada. Cria fantasias sexuais na presença e na ausência dos maridos. Mesmo que isso não seja para ela traição. Só é considerado traição quando o ato é realizado plenamente. Bela hipocrisia. O instinto humano vai da carícia a agressividade, da inércia a violência. Por isso, a transa violenta é inesquecível, é a mais procurada e a mais desejada, mesmo com todos os riscos selvagem. Quantas mulheres dizem em rodinhas com amigas: Ah! Eu não, na cama eu sou uma puta pra meu marido. É o homem virar a mulher de ponta-cabeça e ter certeza de que ela gostou, sem precisar perguntar, sem nem ao menos pensar nisso. Nada de pessoal no sexo. Deve ser livre, legal, espontâneo, violento ou gentil não importa. O importante mesmo é o prazer sexual. É claro que nem todas as cabeças são iguais, cada um pensa e age de maneira diferente. Mas em si tratando de sexo, é bom sentir de novo.
Álvaro/Catugeje
quinta-feira, 28 de abril de 2011
O CARNAVAL DE ODÊ
Está é uma pequena história que aconteceu no Domingo de Carnaval em Salvador, Bahia, terra dos famosos Carnavais de rua. Em todos os Carnavais há um destaque na música ou cantor novo. Porém, o assunto não é ás músicas lançadas e nem os cantores novos que se misturam com os mais famosos no meio da multidão alegre e saltitante.
É a narrativa contada por um folião:
“ No meio de muitas “pipocas” sempre há um que brinca discretamente, desfilando com o seu abadá multicolorido e sem vinculo com entidade carnavalesca.
O Raimundo Nonato tem o apelido de Odê por suas façanhas, principalmente nos dias de Carnaval. Odê é um carnavalesco solitário dos seus trinta anos. Ele sabe desfrutar dos momentos alegres do Carnaval e como é natural que seja, o seu objetivo é caçar mulher, melhor que seja aquelas que já passam dos trinta e que fazem dos dias de Carnaval (aqui são 5 dias ) revezamento de homens em atos sexuais. Encubadas durante o período que antecede o Carnaval. Nesses dias elas soltam as “frangas” e esquecem todo o pudor. É assim que Odê descobre a sua odalisca e faz harém.
No meio de tantas, Odê descobre Salustiana, mulher ardorosa, olhar penetrante, aproximou-se e trocaram palavras, vestida com um abadá do bloco famoso. Pelo seu sotoque deu a entender ser sergipana ou alagoana, pra ele tanto faz. Só que a Salú era o contraste em altura e cor. Ela branca e muito alva, percebe-se que não toma sol e ele cor de ébano, alto e musculoso. Ambos eram só sorrisos e uma latinha de cerveja nas mãos.
Odê atraiu a mulher com o seu jeito de homem “visgo de jaca” com sua dança Rebolation. Era tudo que Salú desejava. Saíram da multidão e foram para uma barraquinha reservada. Lá beberam mais cervejas e comeram um prato chamado “arrumadinho”. Ao saírem, foram direto para um Motel perto do local a onde estavam. Ela foi logo ao banheiro e ele ligou a TV. Já meio sonolento deitou, acordou com o movimento da Salú na cama. Ela estava pelada e começou a tirar a roupa de Odê, quando ela viu o pênis de Odê, disse:” É com esse que eu vou”. O negão a pegou e enfiou o “fumo de corda” ela suspirou, mexeu os olhos e abraçou com mais força àquele tórax Herculano. Fizeram mais esses movimentos no resto da noite. Pela manhã, o sol invadiu o quarto e os amantes apressados vestiram as roupas. Saíram para nunca mais se verem. Odê chama a canção na voz e volta para a multidão.”
Essa é uma história igual a várias outras que passam no Carnaval baiano. É comum vê nesta festa amassos dos casais em plena rua ou esquina. Casais que nunca se viram, se agarram e se beijam. É uma atração momentânea louca que envolve a música, o requebro e os sorrisos. Motivado pelo álcool e outras drogas com embalo a grande festa leva o povão até a quarta-feira de cinza. É o frenesi da juventude que manifestou a energia e a frustração armazenada durante todo o ano e finalmente liberada.
O Carnaval da nossa Bahia parece ser igual aos anteriores, mas não é. A música, o povo e as cores são outras novidades. A cada ano surge um novo Odê para contar uma nova história do Carnaval cheio de Axé.
Álvaro B. Marques
SSA, março de 2011
terça-feira, 25 de maio de 2010
O GAGO, O SURDO, O MUDO E O CEGO
Ela levou os quatros para um pequeno motel. Eles ficaram perfilados, juntos, em silêncio. Só não sabem o que vai acontecer. Ela tirou a roupa de cada um no embalo do som musical, também foi despindo o corpo. Em pé, os quatros tiveram essa reação; O gago, perdeu o fôlego, o surdo falou o que não foi pouco, o mudo risonho e o cego muito sério. Nus ficaram prontos na maneira que ela quis. Em cada um, ela pegava no pinto e acordava em ereção. Aí então, começou a brincadeira: O mudo correu pra cima da mulher. O surdo também, o gago disse: as...sim... não...d...á. E o cego diz: espere por mim... Na ânsia todos juntos. O cego segura o pinto do surdo e caí de boca na lambada buceta da mulher deitada na cama. O mudo com o pinto enfiado no cú do cego e a língua da puta lambe o saco do mudo que por sua vez, chupa o pinto do gago, feliz diz: as...sim. Um quadro pra ninguém botar defeito, uma visão super surubanal, inesquecível.
Fica na lembrança do leitor ou esquece.
Ria e chore de prazer ou xinque o autor.
Álvaro B. Marques
Nota do autor: Tenho respeito com os deficientes e admiro a sua força de vontade para ter uma vida normal, mas essa história faz rir.
terça-feira, 18 de maio de 2010
O PAPAGAIO MALANDRO - Conto Popular
TAMANHO NÃO É DOCUMENTO
É o que diz o ditado popular, e o significado verdadeiro nem sempre é revelado na língua do povo. Mas, tudo que o povo diz tem um fundo de verdade. Era o que acontecia com o nome “Spinelli” ao ser pronunciado em rodinhas de amigos, associava-se ao alfaiate da rua Chile que além da fama de um bom profissional, tinha também um dom quase que exclusivo com as mulheres.
“Spinelli” tinha 1,20cmts. de altura em um corpo roliço e pernas arqueadas, rosto redondo cheio, cabelos pretos encaracolados. Muito risonho e conversador, vestia-se com bom gosto, sempre de terno e gravata, usava perfumes franceses. Seu atellier era bastante concorrido por homens de boas situações financeiras. Curioso era que ele tinha várias escadas pequenas, médias e uma grande para subir e medir as roupas dos seus clientes. Ele não gostava de zombaria, virava uma fera quando alguém criticava-o e jamais para àquela pessoa ele costurava. Não tinha família era órgão. Quem melhor pôde descrevê-lo é a viúva Clotilde, senhora de hábitos metódicos, muito clementes a Deus e tinha a suave profissão de modista, colega de tesoura do afamado “Spinelli”. Aliás, quem cresceu a fama de “Spinelli” foi a Clotilde em conversas com a sua clientela. Dizia a tagarela: “ Ah! minha amiga, todos os homens são iguais. Porém, eu conheço um que é maravilhoso, embora não seja bonito e nem ao menos ter a estatura normal de um homem, levo em consideração a sua performance no trato e no ato sexual.” Com essas palavras as mulheres presente assanharam-se em curiosidade, faziam perguntas e terminava a Clotilde dizendo o nome do venturoso “Spinelli”. Com isso, à Clotilde sem saber enchia à tulha do “Spinelli”, para o espanto dos homens seus clientes. É atribuído a ele centenas de casos, cada um mais hilariante. Vejamos o relato abaixo da Clotilde “Ao abraçar àquele corpo miúdo, a princípio, lembrava do meu filho caçula
Os nossos encontros eram no seu atellier, nos dias de quarta-feira à tardinha, quando não havia mais clientes. Eram uma loucura as nossas transas, a melhor posição para ele era; eu com o corpo deitado no meio da cama, em sentido vertical, com as pernas dobradas para o ombro ( posição frango assado ) e ele, em pé sobre uma escadinha no beiral da cama, dando à frente para o meu corpo. Proporcionando-me um gostoso vai e vem ininterrupto e inigualável prazer”.
Mal sabia ela que essas revelações iriam criar ciúmes e inveja nas suas clientes, ávidas por prazeres adormecidos. Dentre essas clientes, tinha uma que não se conteve e logo que chegou em casa telefonou para o ditoso alfaiate, pedindo para ele fazer um espartilho da última moda. Ele acrescentou que geralmente seus clientes são homens e muito raramente mulher. Aceitou em vista da insistência e marcou horário.
Ao deparar com o sr. “Spinelli”, ela sentiu-se culpada e quase deu meia volta. Parou, viu o sorriso e a voz carinhosa do alfaiate, fez lembrar as palavras da amiga Clotilde sobre o desempenho sexual do pequeno homem e estendeu-lhe à mão, no gesto de saudação e a outra mão, mal coube dentro da mão grande e macia da visitante.
“Spinelli” mostrou o novo mostruário de espartilho, ela escolheu o que tinha menos travas. Ao terminar, ele pede que ela vá experimentar no biombo. Como o espartilho precisa de outra pessoa para apertar por trás, ela chamou-o e o alfaiate trepou na escada de três degraus, ficando ainda mais baixo do que ela. Ao vê-la, seminua de frente para o espelho, segurando a parte da frente do espartilho ele conteve a beleza, mas ela não controlou seus impulsos e virou-se deixando cair o espartilho, mostrando os seios duros e bicos salientes, diante dos olhos arregalados do alfaiate. Ela abraçou o pequeno assustado de tal maneira que escondeu o corpo e ambos foram ao chão, por causa do impacto do abraço. Aí, surgiu o primeiro beijo com esfregões, ele por cima dela a balançar as curtas pernas e ela abraçando-o para não sair da posição. Nada falaram, os movimentos rápidos e as roupas saindo dos corpos foram o suficiente para chegarem aos nus. Ela quando viu o pau da bandeira, sorriu e pediu a ele que sentasse no terceiro degraus da escada porque ela já estava de joelho pronto para boquear a manjuba rígida. Em poucos minutos o alfaiate dava gritos e gemidos, causando-lhe espasmo. Passando alguns segundo, já estava ele com a manjuba firme esperando o bote da fêmea que deitada abriu às pernas para receber o prêmio merecido. Novos gritos ouvem-se no ar, carregado de luxúrias inconfessáveis. E os dois amantes, descarregam no acoplamento todas as suas ansiedades incontroláveis”.
Creio que o espartilho foi feito em meios de gritos e sussurros no atellier do famoso “Spinelli”.
Certo amigo, contou-me que “ um determinado senhor da nossa sociedade, sabedor da fama do “Spinelli”, resolveu tirar as dúvidas e foi lá. Encomendou um terno de linho e quando foi experimentar, solicitou ao alfaiate que apertasse mais a cintura e a barquilha da calça, o alfaiate negou, dizendo que estava justo à cintura e a barquilha tem que ter folga, Aí em tão, o cliente pede para tirar novas medidas, novamente o alfaiate trepou na escada e fez novas medições no corpo gordo e desajeitado e ao descer da escada, com surpresa, o cliente tirou a calça, ficando de ceroulas e pediu para ele ter como modelo à calça que estava na sua mão. Feito o pedido, voltou-se para o cliente e confirmou às medidas. Porém, neste momento o cliente baixou a ceroulas e ficou de quatro, pediu por favor, ao alfaiate para colocar a manjuba na sua rosquinha que estava pronta para receber. Ouvindo essas palavras o alfaiate não vacilou, pegou a escada de dois degraus, tirou a roupa e enfiou sem vaselina na rosquinha do cliente. Só ouviu o grito do cliente pedindo para tirar e o alfaiate disse; só entrou à cabeça, agora é esperar o resto”.
São essas e outras histórias que ouvimos de antigos comerciantes da rua Chile, famoso locadouro de Salvador no passado distante.
Já no bar próximo da rua Chile, chamado “Café das meninas” sempre tinha uns comentários a respeito de “Spinelli” o que circulava no momento é a história do ônibus que ele usava para transportes de ida e volta para o atellier. Dizia as más línguas, que em uma dessas viajens, ele entrou no ônibus cheio e como não havia lugar para sentar resolveu ficar em pé, preso entre um trazeiro de uma mulher e uma perna longa de um homem. Não havia nem como segurar em um ferro para equilibrar o seu corpo. Cada vez mais o ônibus enchia, havia momentos que o ônibus freava subitamente e o seu rosto ia de encontro á nádegas volumosa de uma mulata. De tanto ir e vir saltaram um peido e ele recebeu o odor direto no rosto. Sufocado, ele foi empurrando as pessoas, louco para sair do ônibus e não conseguia. Só no próximo freio à porta abriu-se e ele foi rolando pra fora do
veículo já estacionado no ponto. Quebrou à cabeça e escoriações nos braços e roupas lascadas, tonto na calçada. Uma mulher ao passar por ele caído no chão, teve pena e abaixou-se para levantar o corpo do garoto que ela achava. Como ela usava óculos de lente grossa, não deduziu que ele era um anão. Levou-o para a sua casa e lá teve o cuidado de tirar a roupa do “garoto adormecido”. Ao vê-lo nu, gritou. Oh! meu Deus, o garoto é aleijado!... Olhou de perto e exclamou: “ Xi!... Essa rola dura deve ser uma benção” e começou a pegar, não é que ela cresceu na mão da mulher e o “garoto” abriu os olhos em cima da mulher sorrateira. Ela disse: “Viji! que garoto é esse... Ele acrescentou: Minha senhora, a brincadeira acabou, vamos fazer a verdade. Ouvindo a voz grossa do “garoto” ela disse: “Ué, você é anão”? Sim, sou pequeno mais tenho documento de homem grande.
E assim vão outras histórias do finado “Spinelli”. Por ironia do destino, ele tinha colocado uma placa de propaganda em baixo da janela do seu atellier, bem em frente à rua Chile com essas frases: “ ADÃO NÃO SE VESTIA PORQUE SPINELLI NÃO EXISTIA”.
Álvaro Bento Marques.
SSA, 26.01.2008.
O TARADO BRASILEIRO
Há um consenso nacional entre a maioria dos homens brasileiros, em admirar o bumbum das mulheres e principalmente das mulheres brasileiras. Para a maioria dos homens, sem esse atrativo, não há apetite sexual.
Veja o caso de Agno, têm o apelido de “glutério” entre seus amigos mais íntimos. Já aos 14 anos, demonstrava essa preferência, não sei se foi hereditário ou pegou no ar brasileiro. Aos 18 já era um perito observador de nádegas, na rua ou em qualquer lugar ele quando cruza com uma mulher, primeiro olha para o rosto e quando ela passa ele vira o rosto e olha o bumbum. Se ambos são do seu agrado ele silenciosamente formula frases na sua mente e diz pra si mesmo: “Ah! Que belo rosto e que bunda maravilhosa!...Ou “Boa de bunda e feia de cara”. Para cada tipo de nádegas ele pronunciava um tipo característico, por exemplo: Bunda redonda, bunda arqueada, bunda empinada, bunda puxada de rede, bunda de nega-gegê, desbundada, bunda pão de ló, bunda queixo caído, bunda boa parideira e assim vai ao seu linguajar.
É com este pensamento que ele encara as mulheres, sempre no ponto de vista pessoal é obviamente sexual. Não lhe interessa cor, idade, tamanho, nada disso faz diferenciar seu gosto “glúteo”. A perversão já é crônica em sua mente. Sempre em roda de amigos ele relata o que viu o que sentiu e o que fez diante de um bumbum brasileiro.
O homem é tão complexo que chega a não entender os seus próprios gostos.
Álvaro B. Marques
SSA, 20.07.2007.