terça-feira, 18 de maio de 2010

O TARADO BRASILEIRO


Há um consenso nacional entre a maioria dos homens brasileiros, em admirar o bumbum das mulheres e principalmente das mulheres brasileiras. Para a maioria dos homens, sem esse atrativo, não há apetite sexual.

Veja o caso de Agno, têm o apelido de “glutério” entre seus amigos mais íntimos. Já aos 14 anos, demonstrava essa preferência, não sei se foi hereditário ou pegou no ar brasileiro. Aos 18 já era um perito observador de nádegas, na rua ou em qualquer lugar ele quando cruza com uma mulher, primeiro olha para o rosto e quando ela passa ele vira o rosto e olha o bumbum. Se ambos são do seu agrado ele silenciosamente formula frases na sua mente e diz pra si mesmo: “Ah! Que belo rosto e que bunda maravilhosa!...Ou “Boa de bunda e feia de cara”. Para cada tipo de nádegas ele pronunciava um tipo característico, por exemplo: Bunda redonda, bunda arqueada, bunda empinada, bunda puxada de rede, bunda de nega-gegê, desbundada, bunda pão de ló, bunda queixo caído, bunda boa parideira e assim vai ao seu linguajar.

É com este pensamento que ele encara as mulheres, sempre no ponto de vista pessoal é obviamente sexual. Não lhe interessa cor, idade, tamanho, nada disso faz diferenciar seu gosto “glúteo”. A perversão já é crônica em sua mente. Sempre em roda de amigos ele relata o que viu o que sentiu e o que fez diante de um bumbum brasileiro.

O homem é tão complexo que chega a não entender os seus próprios gostos.

Álvaro B. Marques

SSA, 20.07.2007.

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