O homem chamado Janjão que tinha uma “rola” mais curta do que o anão Filisteu, era uma cócega para as mulheres no ato sexual, “ela procurava e ele nadava” Mas tinha uma língua chamada “lixa” que era o gozo supremo das mulheradas.
Sua história tornou-se lenda na Baixa Grande, onde o povo apregoava em cantos e versos os feitos do afamado sujeito.
Sua história vem desde quando ele nasceu de pai castro e mãe fecunda. Só veio a saber do verdadeiro pai quando já era adulto e a certeza de que teria para sempre uma “rolinha.” E de ser chamado de “filho da puta”.
Janjão foi criado pela avó materna com todo o carinho que as avós dão aos netos e uma educação esmerada que ele adquiriu nos tempos em que estudou no Colégio das Irmãs Educadoras Santista de Jesus, distante duas léguas de Baixa Grande. Foi ai que a sua fama começou a brilhar como aprendiz de sacanagem que as freiras souberam muito bem lhe ensinar. Tudo começou com a descoberta das freiras que ele era anão de “rola”o suficiente para não incomodar as vulvas incendiadas das sinceras noivas de Cristo. Para elas esse detalhe é ótimo, não maltrata a “bichinha” e nem engravida as indesejáveis.
Seguindo este pensamento, elas ministravam aulas educacionais em geral e aulas adicionais em práticas e teóricas em sacanagens diversas. Criou-se um especialista sem fronteiras de vulvas e grelos em vários tamanhos e cores.
Janjão foi o único escolhido dos varões daquele antro de sabedoria das sacanagens libertinas, por seu tamanho em altura e de forma penisco. Longe estava ele em pensar que um dia teria mais fama do que Calígula a.C. em seus bacanas romanos. Ele era exigente com as mulheres, somente escovava com carinho as vulvas sequiosas, depois que elas raspassem a mata e lavassem o terreno, após então, tudo era com ele. Só deixava o terreno depois que elas jorravam o liquido quente e viscoso na sua boca pequena.
Janjão era forte e musculoso, feio e atrevido, caladão e misterioso. Mas sabia guardar segredo dos seus e dos outros. Trabalhador incansável, não tinha hora para praticar o que tão bem aprendeu e foi seguindo este caminho. Até que aos 18 anos de idade o Convento não permitia o estudante ficar mais naquele sacrário. Por força de norma interna. Voltou a morar com avó e adquiriu emprego de entregador de pão da Padaria Estrela na mesma rua em que morava. Já tinha uma semana em serviço e estava inquieto por falta das sacanagens. Todas as mulheres que ele via e desejava a sua língua coçava e a rolinha balançava dentro da calça. Era um desespero muito grande, já não podia mais.
Um belo e maravilhoso dia foi fazer uma entrega a uma freguesa do bairro e ao bater a porta deparou-se com uma meia coroa de roby transparente, mostrando tudo que a natureza ainda conservava naquele corpo tentador. Muito discreto, não insistiu no olhar e entregou o pacote de pão a freguesa que ao receber, não segurou o pacote direito e o embrulho caiu ao chão. Ele prontamente abaixou-se e ela também para apanhar o embrulho, porém, ela ficando de cócoras e ele também, viu o fundo da calcinha e as duas pétalas a mostra, causando-lhe um desejável tesão no pequeno anão. Levantaram-se e os olhares eram de surpresas e desejos. Prontamente, ela segurou a mão forte e calosa do rapaz e guiou-a até a sua vulva que já estava em brasa. Ele não se intimou e foi firme no caminho. Ela com a outra mão fechou a porta e levou ele nos braços até uma mesa, deitou o seu corpo e ele ficou em pé, tirou-lhe a roupa com calma e abriu as pernas da dengosa que já estava choramingando um pênis ereto. Por sua surpresa, ela sentiu a língua rápida e áspera como a cobra há lhe percorrer as partes mais íntimas que não tinham sido exploradas daquela maneira. Soltou um gemido forte e ele vendo o grelo no seu nariz a crescer igual ao pênis, não se assustou porque conhecia muito bem a genitália feminina e era ali que a cobra fuma. Ele por sua vez, com a mão esquerda, abria as pétalas com os dedos para introduzir a língua e a outra mão masturbava o pequeno anão. Naquele momento só ouvia-se as fortes respirações e os rangidos da mesa, de repente um grito e em seguida um silêncio no ar. O ato foi concluído. Ela si ajeitou, ele também. Recebeu o pagamento e saiu apressadamente.
Conforme relato de Janjão, ele estava acostumado nesta prática e não sentia a necessidade como o homem normal sente em penetrar na mulher. Contentava-se no cunnilingues e na masturbação, porque ele sabia que na prática do sexo normal não satisfazia as mulheres por causa do tamanho do seu pênis. Tinha feito experiências por várias vezes e não obteve sucesso. Porém, nessas circunstâncias ele ejaculava mas os espermatozóides não eram bons nadadores e morriam no caminho. Mais um motivo para as suas tristezas, não podia ser pai. Além de tudo isso, ele viciou-se com as freiras na prática da língua e nada seria melhor. Por essa razão ele adoeceu gravemente, teve morte rápida, o HIV foi implacável e cruel. Ele não tinha outra opição sexual como fazer de outra maneira o ato sexual. Suas histórias foram muitas, mas somente está é a verdadeira.
Janjão, sabia do risco que passava mas, mesmo assim, não tinha medo, queria o prazer da carne, da volatização do momento, de estar vivo, única forma que ele conheceu para amar as mulheres.
Janjão foi, e nós ficamos para sorrir e chorar dos seus feitos reais e outros criados pela imaginação do povo que sempre acrescenta um pouco mais.
Sexo não pode ser vicio, não pode ser doença. Deve ser um ato de prazer, de amar e nunca sofrer. Porém, o sexo pode não ser alegre, mas deve ser participativo em todos os momentos, renova e cria-se vida. Como pode levar a morte na promiscuidade sem retorno a vida.
Álvaro B. Marques
SSA, 29.10.2009
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