terça-feira, 11 de maio de 2010

AGÔNIA E EXTÂSE

Reporta a mente o corpo vejo; passo a mão em cima do "papo de pombo", sobre a calcinha cobrindo a vagina quente. Em pé estamos, meus dedos sente a divisão das pétalas macias, úmidas que transmitem cada vez mais calor. Ela parada, sem movimentos com os olhos fixos nos meus, parecendo dizer: Toque mais, mais profundo... Tirei a calcinha, incômoda para sentir mais a pele, o pelo, o sexo. Desci a minha calça com a cueca, meu pênis estava ereto diante do "papo de pombo".Segurei-o, guiei, pincelei a entrada da gruta. Com resistência a parte nobre da cabeça focou, escorregou e firme introduziu na parte tão desejada de Vênus. O calor aumentou, nossos músculos contraíram-se o máximo em flexibilidades corporais, os olhos fecharam para sentir mais a vazão dos fluídos, deixando o corpo inerte. É o momento da vida.
Ficamos assim, parados, unidos, não querendo se afastar do outro. Os corpos quente e úmidos pelo prazer que os movimentos exigiram. No silêncio, só os olhares falam para não ouvir a voz querer mais.
Foi assim que iniciamos, foi assim que terminamos no último encontro. Daí então, nunca mais encontramos. Ficaram as lembranças dos momentos tão especiais que tivemos. O tempo passa, parece que foi ontem, mas os acontecimentos são lembrados e vividos em cada segundo de nossas vidas.
Há! como é bom a união de dois sexos, falam linguagens que somente o corpo entente e a mente reserva. Sintoniza momentos inesquecíveis.

Álvaro B. Marques.

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